quarta-feira, 5 de outubro de 2011

teorias educacionais e como elas foram e são usadas


1. APRESENTAÇÃO

Sou Adílio Jacinto Filho, Ex-professor de Geografia lecionei por 20 anos Escola Publica do Estado de São Paulo, formado na Universidade do Vale do Paraíba, nasci  no meio rural, em 1961, quando o Brasil ainda não tinha  a maioria das pessoas vivendo na cidade, ou seja, urbanizado.
Este livro foi concebido para esclarecer por que não temos uma boa Escola, baseados nas concepções econômicas, filosófica, potencial e causal.
As mentiras  que pregam são históricas,  vieram dos jesuítas até hoje, onde as elites implantam sistemas de ensino sempre buscando um culpado, ora o professor, ora os pais, ora os alunos, mas nunca nas incapacidades deles, eles são egoístas demais.
Demonstrarei a formação histórica da escola brasileira baseada na escola feita em Madras, na Índia, pelo pastor anglicano Andrew Bell (1753-1832), e com os ideais reformadores do jurista inglês Jeremy Bentham (1748-1792), que foi autor da ideia do panóptico.
Para isto Bentham estudou “racionalmente”, em suas próprias palavras, o sistema penitenciário. Criou então um projeto de prisão circular, onde um observador poderia ver todos os locais onde houvesse presos. Eis o Panóptico instalado nas escolas brasileiras, com adaptações.
Para estas adaptações se tem as utopias clássicas e dos que chamo pseudos-pedagogos que confundiram e confundem muitos professores e pais, ou seja, o usuário das escolas publica.
Mostrarei também que as elites que podem pagar uma escola privada sabem dos experimentalismos dos burocratas estatais,  preferem uma escola às utopias são claras, como de Skinner, Piaget etc.
Também mostrarei de como as estruturas burocráticas emperram e não devem existir porque os impostos gerados  daria para cada aluno 780 reais e ele poderia escolher uma escola particular ou a escola ter este dinheiro vindo direto para implementar com uma real autonomia uma proposta teórica e não seguir as teorias elaboradas nos gabinetes que só confundem os pais , professores, diretores, as pessoas que estão ligadas diretamente ao aluno.
Os jovens de hoje querem aqui e o agora, baseado na linguagem da imagem propagada pela Televisão e outras mídias como musica,  cultura ocidental é  muito violenta,  baseada em heróis e bandidos.
Nas gerações brasileiras anteriores se tinha mais uma cultura cristã que com advento da televisão começaram a ter contato com as idéias socialistas, capitalistas, etc. Poucos sabiam ler , as imagens e a cultura ocidental, principalmente a norte-americana impregnou, a linguagem da imagem.
Um click no controle remoto, pronto! Nossos brasileiros e brasileiras ficam satisfeitos, é uma troca  de felicidade momentânea, rápida e agora pior ela tem canal fechado, os canais abertos de TV são um show de mediocridade.
Nossos jovens se tornaram medíocres porque ainda estamos na lei do menor esforço de Maquiavel, a imagem é que conta, ser artista famoso, jogador famoso, cantor famoso, ser de uma tribo etc. Não agem criticamente. As consciências individuais deste estão incrustadas na inércia fazendo com que a consciência coletiva uma porcaria  baseado na violência.
Segundo Émile Durkheim “ a sociedade tem uma consciência individual que se juntam e formam uma consciência coletiva  e partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura.
Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros criticamente, ou seja pensa e age”. Ufa!!  Será que um dia chegaremos lá.
As mudanças efetivadas na moral e também escritas nas constituições não levam em conta os valores individuais e está emperrando o ensino, a ECA -  Estatuto da Criança e Adolescente, mascara uma realidade que muitos pais, que gostariam de educar de sua maneira não pode, exemplo: antes não havia obrigação de colocar seu filho na escola, ele ia trabalhar no campo e sabia da dificuldades que seus pais passavam, hoje eles querem tudo nas mãos.
Os lideres dizem que um país para ser desenvolvido tem  que ter índice igual aos paises mais ricos e instalam o mito que a educação salvará o Brasil,  confundem educação com índice, educação não é índice.
Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade.
Na verdade não houve uma Socialização, mas uma lavagem Cerebral. A Socialização é o processo pelo quais as crianças, ou outros novos membros da sociedade, aprendem o modo de vida de sua sociedade é chamado de socialização. A socialização é o principal canal para a transmissão da cultura através do tempo e das gerações, assim a escola é um ator na  geração de uma sociedade desenvolvida.
Ao longo do tempo os lideres tentam fazer a lavagem cerebral que é também conhecido como Reforma de pensamento ou Reeducação é o esforço constituído visando reprimir certas atitudes e crenças de uma pessoa. Crenças consideradas indesejáveis ou em conflito com as crenças e conhecimentos das outras pessoas.
Os motivos para a lavagem cerebral podem incluir o objetivo de afetar o pensamento e comportamento do indivíduo que o sistema de valores padrão considerados indesejável.
Os lideres se servem de teorias que fazem verdadeiras lavagens cerebrais desde jesuítas até os autores ditos socialistas que bagunçaram através de mentiras efetivadas na educação.
Aprender o modo de vida é respeitar  o autogereciamento escolar, sem interferência dos lideres burocráticos e deixe a escola livre, o cidadão deve escolher seus caminhos e não uma obrigação efetivada por uma lei ou estatuto porque eles não conseguem educar as camadas populares.
Pergunte algum deles se eles colocariam seus filhos na educação que planejam como ideal, as escolas tentam ser mais transparentes. Assim sendo, tentarei esclarecer as mentiras da educação.
 
2.  Introdução

As Mentiras da Educação Brasileira elaboradas pelas elites educacionais desde jesuítas que obrigaram os nativos ao modelo educacional europeu, hoje, os pedagogos ou  pseudos-pedagogos que vieram depois  fizeram cópias das teorias educacionais muitos do Século XIX como Sir Jean William Fritz Piaget.
As teorias atendem as utopias, mas, elas são usadas  para atender  aos interesses das Elites  que elaboram a educação brasileira. Com teorias educacionais socialistas e capitalistas que só confundem a escola publica e a desqualifica.
A escola publica não tem liberdade e transparência como às privadas, sempre devem seguir uma diretriz de um governo e quando muda, seja por secretários estadual ou municipal, prefeito, governador ou presidente, lá vêm eles com outras teorias, ou dá continuidade no que esta dando errado.
Criaram o Mito  da educação com a máxima à escola serve para o desenvolvimento do país e assim se deve ter uma um maior quantidade de alunos dentro da escola para formarem cidadão para o trabalho, como esta na Constituição.
Querem mostrar através de projetos que escolas formadoras, autônomas, mas na realidade a vaidade, a ineficiência deles  quem  usam as estruturas estatais, e lá vem teorias que é jogada aos usuários da escola publica.
Segundo alguns filósofos, nós não vivemos sem uma utopia, portanto,  sempre haverá uma utopia a ser realizada, a nós basta escolher uma e viveremos na inércia de um dia sermos felizes.
A escola que querem, portanto é utópica  cujo  significado é há uma idéia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. A palavra foi cunhada a partir dos radicais gregos ο, "não" e τόπος, "lugar", portanto, o "não-lugar" ou "lugar que não existe".
“Utopia é um termo inventado por Thomas More que serviu de título a uma de suas obras escritas em latim por volta de 1516. Segundo a versão de vários historiadores, More se fascinou pelas narrações extraordinárias de Américo Vespucio sobre a recém avistada ilha de Fernando de Noronha, em 1503. More decidiu então escrever sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita.”
“O "utopismo" consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem*²”. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Utopia )
Pretendo mostrar é o conflito das utopias educacionais feitas ao longo dos anos e como somos enganados por elas.
A utopia da educação brasileira é sempre foi mentirosa, muitos professores não sabem claramente as teorias elaborados pelos órgãos estatais porque elas não são claras e transparentes.
As maiorias dos professores vieram das classes populares onde a utopia socialista é forte, muitos foram iludidos,  por teóricos como Paulo Freire, Freinet, eles tem consciências que o Estado e as elites não querem uma escola de boa qualidade.
O modelo que  o Estado empregou e empregam, mostraram falsas utopias para gestão escolar.
Teorias e seus seguidores não cumprem  dimensão econômica, filosófica, potencial e causal  que o capitalismo requer.
Nas  escolas publicas tem  um emaranhado de utopias socialistas e capitalistas que não conseguem dar a cidadania e enganam somente, é um faz de conta das elites que a estruturam.
Hoje a moda é Bullying que é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. Só mentiras ao longo dos tempos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying )
Tudo agora virou bullying, o professor não pode falar mais alto, o aluno não pode falar mais alto, já não bastava a ECA  (Estatuto da Criança e Adolescente) que  junto com Constituição obrigam os pais  a manter contra suas vontades que os alunos fiquem na escola sem querer. Não é uma escola para ser feliz, adeus utopia é obrigação.
Para se ter educação não é necessárias leis diretivas,  as interferências das estruturas como MEC, FUNDEB,  o dinheiro arrecadado se perde nestas, o dinheiro arrecadado ir direto para a escola. Deixe o povo  governar usá-lo in loco, de modo transparente.
A burocracia brasileira é incompetente, vêm com utopias baseados da utopia de Nicolau Maquiavel (italiano, 1469 - 1527) que para ele, “a natureza humana seria essencialmente má e os seres humanos querem obter os máximos ganhos a partir do menor esforço, apenas fazendo o bem quando forçados a isso.  A natureza humana também não se alteraria ao longo da história fazendo com que seus contemporâneos agissem da mesma maneira que os antigos romanos e que a história dessa e de outras civilizações servissem de exemplo. Falta-lhe um senso das mudanças históricas”.
“Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes” por isto que as leis diretrizes não dão certo  feitas no Brasil nunca daremos certo, nós estamos acostumados a fazer o mínimo esforço possível, que confundem  a  Natureza humana.
Como conseqüência acha inútil imaginar Estados utópicos, visto que nunca antes postos em prática e prefere pensar no real. Sem querer com isso dizer que os seres humanos ajam sempre de forma má, pois isso causaria o fim da sociedade, baseada em um acordo entre os cidadãos. Ele “quer dizer que o governante não pode esperar o melhor dos homens ou que estes ajam segundo o que se espera deles” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Maquiavel )
Nossa sociedade foi condicionada no esforço mínimo, hoje mais ainda, basta um click no canal de televisão que já mudamos nossa felicidade, é sociedade do imediatismo, da idolatria, e, principalmente da imagem.
O brasileiro faz o mínimo esforço, sabe das falsidades das utopias, mas a lei do esforço mínimo...
Deixam os burocratas e governantes e idealistas através de suas utopias fazerem o que bem entenderem.
Às utopias que mais usam são baseadas de Freinet, Bruner pelo lado “capitalismo” e de Lauro de Oliveira Lima e Paulo Freire pelo lado “socialista”.

 2.2. Entendo as utopias educacionais brasileira.

Do teórico Bruner:
O que é relevante em uma matéria de ensino é sua estrutura, suas idéias e relações fundamentais. A compreensão de princípios e conceitos fundamentais parece ser, segundo Bruner, o principal caminho para uma adequada transferência da aprendizagem;
Encara o ensino como uma atividade que deve principalmente concentrar-se em como aperfeiçoar a aprendizagem facilitar a transferência ou a recuperação de informações;
Destaca a importância de planejar o ensino levando em conta o que se sabe sobre o desenvolvimento intelectual do aprendiz.
Daí se deu a idéia de ciclos ou etapas, no caso brasileiro, educação infantil, fundamental, médio, técnico, superior e ensino de jovens adultos ( antiga madureza, feito mais rápido).
ü                      Os pseudosteóricos do capitalismo usam muito.
ü                      A aula expositiva torna-se quase um desestimulo a criatividade;
ü                      O nível mental da criança é que determina como o professor deve apresentar as situações didáticas;
ü                      O grupo é o condutor de estímulos de aprendizagem;
ü                      Não ensine, provoque a atividade do aluno;
ü                      A escola deve estimular a criatividade e preparar o aluno para resolver situações-problema;
ü                      Em cada estágio de desenvolvimento, o aluno tem uma forma diferente de aprender;
ü                      Valoriza mais o processo de aquisição do saber, do que o saber propriamente dito;
ü                      Sugere ao professor, que faça o aluno compreender o que faz;
ü                      No grupo o aluno constrói a solidariedade, a responsabilidade, a criatividade, preservando a individualidade;
As teorias são à base das utopias e elas se diferenciam nas aplicações, na escola publica usa-se mais  o pensamento  social da culpa e não no econômico, em que ora a culpa cai nos alunos, ora nos pais, ora nos professores.
Nas  escolas particulares as teorias são baseadas  no econômico,  dão mais estímulos, um pai que promete dar um carro, uma viagem para o exterior, além que, o professor ganha mais.
Há conflitos em ambas, mas, nas particulares, os pais que pagam, fazem com que as escolas particulares se tornem mais eficiente e transparente.
Ineficiência do Estado se baseia no Mito da Prosperidade Desenvolmentista, cuja máxima é “uma nação para ser desenvolvida precisa ter o menor numero de analfabetos” que deverá ser efetivada em quantidade e não qualidade.
Lideres burocrático cometem erros bravissimos, falsas promessas de prosperidade etc.
o Mito até hoje funciona muito bem, já sofremos a lavagem celebral. Precisamos acabar com ela.
Os pais que podem pagar a escola têm medo de colocar seus filhos nas escolas publicas ou nem querem saber, eles podem e tem dinheiro, é lei do  esforço do mínimo possível.
Com abertura para as camadas populares no Governo Militar. A utopia estabelecida por eles -  o nacionalismo capitalista, a  utopia socialista passava longe, era proibida,
Com a abertura política através da anistia os utópicos socialistas e  os do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova(1932)  voltaram com tudo.
De 1982 até hoje eles lançam  suas teorias e fazem uma bagunça  na educação, várias teses, livros, revistas, ainda não perceberam que suas teorias são umas fraudes para a escola publica. Não ajudaram em nada, só há um senso comum entre eles - o igualitarismo falseado na cidadania.
Esses teóricos querem dar eficiência teorias psicopedagogicos clássicos são tantas adaptações, pegam um tópico de um clássico e adaptam - Skhineriana, Piagetiano, Montessori, etc.
Enquanto, os burocratas e eleitos, fazem diretrizes, planos comuns a todas as escolas, sem transparência, são tantas pseudosteorias que o povo já não acredita mais, há desanimo  de quem participa diretamente das escolas publicas, são só coadjuvantes, auxiliares de suas pseudosteorias.

2.3. Exemplo de teorias clássicas que os teóricos atuais adaptaram a de Freinet e Paulo Freire

Célestin Freinet * 1896 †  1966 foi um pedagogo anarquista francês, uma importante referência da pedagogia de sua época, cujas propostas continuam tendo grande ressonância na educação dos dias atuais.
Para “Freinet, “ educação deveria proporcionar ao aluno a realização de um trabalho real”“. Sua carreira docente teve início construindo os princípios educativos de sua prática. Ele propunha uma mudança da escola, pois a considerava teórica e, portanto desligada da vida.
Suas propostas de ensino estão baseadas em investigações a respeito da maneira de pensar da criança e de como ela construía seu conhecimento. Através da observação constante ele percebia onde e quando tinha que intervir e como despertar a vontade de aprender do aluno.
De acordo com Freinet, a aprendizagem através da experiência seria mais eficaz, porque se o aluno fizer um experimento e der certo, ele o repetirá e avançará no procedimento; porém não avançará sozinho, precisará da cooperação do professor.
Na proposta pedagógica de Freinet, a interação professor-aluno é essencial para a aprendizagem. Estar em contato com a realidade em que vive o aluno é fundamental. As práticas atuais de jornal escolar e troca de correspondência, trabalhos em grupo, aula-passeio são idéias defendidas e aplicadas por Freinet desde os anos 20 do século passado.
Além das técnicas pedagógicas, o aspecto político e social ao redor da escola não deve ser ignorado pelo educador. Isto porque sua pedagogia traz em seu bojo a preocupação com a formação de um ser social que atua no presente. O professor deve mesclar seu trabalho com a vida em comunidade, criando as associações, os conselhos, eleições, enfim as várias formas de participação e colaboração de tudo na formação do aluno, direcionando o movimento pedagógico em defesa da fraternidade, respeito e crescimento de uma sociedade cooperativa e feliz.
Há princípios no saber Pedagógico que Freinet considerava invariáveis, ou seja, independente do local ou período histórico, certos pressupostos deveriam sempre ser levados em conta na prática educacional. Desta “forma, postulou as chamadas “Invariantes Pedagógicas”, consideradas como pilares de sua proposta Pedagógica.”.
“Desde sua origem, o movimento sempre se manteve aberto a todas as experiências pedagógicas através de documentos, revistas, circulares, cartas e boletins. Freinet buscava formas alternativas de ensino, pois não conseguia se adaptar a forma tradicional, fazia também relatórios diários de cada criança.”
“Ao que se refere às cartilhas, ele questiona seu valor, pois os conteúdos nada tinham a ver com a realidade da criança e, portanto, não traziam nenhum estímulo à aprendizagem da leitura”. Freinet dava muita importância ao trabalho, pois este deveria ser o centro de toda atividade escolar, enfatizando-o como forma do ser humano ascender, exercer seu poder.
Para Freinet, o aprender deveria passar pela experiência de vida e isso só é possível pela ação, através do trabalho. O trabalho desenvolve o pensamento, o pensamento lógico e inteligente que se faz a partir de preocupações materiais, sendo que esta é um degrau para abstração. Freinet acreditava que no e pelo trabalho o ser humano se exprime e se realiza eficazmente. Lembrando-se que, quando o autor exalta o trabalho, não está referindo-se forçosamente ao trabalho manual, pois para ele, o trabalho engloba toda pesquisa, documentação e experimentação.
Com relação à intervenção do professor, só se dava para organizar o trabalho, sem precisar de imposições ou ameaças. Para ele, a disciplina escolar se resume a executar uma atividade que envolva e torne a criança automaticamente disciplinada.
Outro aspecto importante para Freinet é a liberdade, relativa e não desvinculada a vida e do trabalho de cada um. Para ele, a liberdade é a possibilidade do ser humano vencer obstáculos.
Freinet buscou técnicas pedagógicas que pudessem envolver todas as crianças no processo de aprendizagem, independentemente da diferença de caráter, inteligência ou meio social, (lembrando-se mais uma vez que ele afirmava que o conteúdo estudado no meio escolar deveria estar relacionado às condições reais de seus alunos).
Ao estudar o problema da educação, ele propunha que ao mesmo tempo em que o professor almejasse a escola ideal, criativa e libertadora, deveria também estudar as condições concretas que estariam impedindo a sua realização. *”4”.( http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lestin_Freinet )
É extremamente usada pelos pseudosteóricos vindo dos grupos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova(1932) que estavam  na geladeira, admitindo a Ditadura Militar de 64 e voltaram com tudo um resumo do pensamento deles. 

2.4. Entendo  o manifesto dos pioneiros da Educação Nova – 1932.

“A RECONSTRUÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL - AO POVO E AO GOVERNO”.

       Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico, e não podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional, primeira mentira.
Pois, se a evolução orgânica do sistema cultural de um país depende de suas condições econômicas, é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo intensivo das forças culturais e o desenvolvimento das aptidões à invenção. E  à iniciativa que são os fatores fundamentais do acréscimo de riqueza de uma sociedade, teoria  do desenvolve.
A maior mentira e inicio do Mito do Desenvolvimento.
No entanto, se depois de 43 anos de regime republicano, se der um balanço ao estado atual da educação pública, no Brasil, se verificará que, dissociadas sempre as reformas econômicas e educacionais.
É  indispensável entrelaçar e encadear, dirigindo-as no mesmo sentido, todos os nossos esforços, sem unidade de plano e sem espírito de continuidade, não logrou ainda criar um sistema de organização escolar, à altura das necessidades modernas e das necessidades do país.
Está tudo fragmentário e desarticulado. A situação atual, criada pela sucessão periódica de reformas parciais e freqüentemente arbitrárias, lançadas sem solidez econômica e sem uma visão global do problema, em todos os seus aspectos, nos deixa antes a impressão desoladora de construções isoladas. Algumas já em ruína, outras abandonadas em seus alicerces, e as melhores, ainda não em termos de serem despojadas de seus andaimes. E ainda está depois mais de 100 anos. E continua  o mesmo blá-blá.
      Onde procura a causa principal desse estado antes de inorganização do que de desorganização do aparelho escolar, é na falta, em quase todos os planos e iniciativas, da determinação dos fins de educação (aspecto filosófico e social) e da aplicação (aspecto técnico) dos métodos científicos aos problemas de educação. (Bela utopia.).
Nunca chegamos a possuir uma "cultura própria", nem mesmo uma "cultura geral" que nos convencesse da "existência de um problema sobre objetivos e fins da educação". Bela verdade e vocês não vão resolver. Não se podia encontrar, por isto, unidade e continuidade de pensamento em planos de reformas, nos quais as instituições escolares, esparsas, não traziam, para atraí-las e orientá-las para uma direção.
O pólo magnético de uma concepção da vida, nem se submetiam, na sua organização e no seu funcionamento, a medidas objetivas com que o tratamento científico dos problemas da administração escolar nos ajuda a descobrir, à luz dos fins estabelecidos, os processos mais eficazes para a realização da obra educacional... (Já se passaram 100 anos e ainda surgi pseudos-pedagogos que melhoram utopicamente esta teoria.)
       Têm-se essa cultura geral, que lhe permite organizar uma doutrina de vida e ampliar o seu horizonte mental, poderá ver o problema educacional em conjunto, de um ponto de vista mais largo, para subordinar o problema pedagógico ou dos métodos ao problema filosófico ou dos fins da educação. ( até hoje que fim trágico).
Recorrer-se-á a técnicas mais ou menos elaboradas e dominar a situação, realizando experiências e medindo os resultados de toda e qualquer modificação nos processos e nas técnicas, que se desenvolveram sob o impulso dos trabalhos científicos na administração dos serviços escolares. (Ufa!  Que centralização.)

      Movimento de renovação educacional.

Para vermos mais claro e mais longe e desvendarmos, através da complexidade tremenda dos problemas sociais, horizontes mais vastos.
Diretrizes que se esclarecem. Tivemos a iniciativa e assumimos a responsabilidade, e com a qual se incutira, por todas as formas, no magistério, o espírito novo, o gosto da crítica e do debate e a consciência da necessidade de um aperfeiçoamento constante, (  I!  Acho que não sei não, foram tantas capacitações) ainda não se podia considerar inteiramente aberto o caminho às grandes reformas educacionais. (agora é a maior utopia)
Vivificou o espírito nesse fecundo movimento renovador no campo da educação pública, nos últimos anos. ( só se for para eles que com suas teorias  onde ganharam muito dinheiro e postos nomeados).

Reformas e a Reforma

  Foi uma serena confiança na vitória definitiva de nossos ideais de educação. Em lugar dessas reformas parciais, que se sucedeu na sua quase totalidade, na estreiteza crônica de tentativas empíricas, o nosso programa concretiza uma nova política educacional, que nos preparará, por etapas, a grande reforma ( é realmente uma enganação).
Em cada uma das reformas anteriores, em que impressiona vivamente a falta de uma visão global do problema educativo, a força inspiradora ou a energia estimulante mudou apenas de forma, dando soluções diferentes aos problemas particulares.  (ainda continua na mesma)
A educação é uma  reforma social, não pode, ao menos em grande proporção, realizar-se senão pela ação extensa e intensiva da escola sobre o indivíduo e deste sobre si mesmo nem produzir-se do ponto de vista das influências exteriores. Senão por uma evolução contínua, favorecida e estimulada por todas as forças organizadas de cultura e de educação. ( no caso vocês).

      Finalidades da educação.
      
Toda a educação varia sempre em função de uma "concepção da vida",  é' evidente que as diferentes camadas e grupos (classes) de uma sociedade dada terão respectivamente opiniões diferentes sobre a "concepção do mundo", que convém fazer adotar ao educando e sobre o que é necessário considerar como "qualidade socialmente útil".  ( ou suja  inocente útil).
O fim da educação não é como bem observou G. Davy, "desenvolver de maneira anárquica as tendências dominantes do educando; se o mestre intervém para transformar, isto implica nele a representação de um certo ideal à imagem do qual se esforça por modelar os jovens espíritos".
A questão primordial das finalidades da educação gira, pois, em torno de uma concepção da vida, de um ideal, ( ou seja, suas utopias) a que devem conformar-se os educandos, e que uns consideram abstrato e absoluto, e outros, concreto e relativo, variável no tempo e no espaço.

      Valores mutáveis e valores permanentes.

      o equilíbrio entre os valores mutáveis e os valores permanentes da vida humana. É um  no novo sistema de educação, que, longe de se propor os fins particulares de determinados grupos sociais, às tendências ou preocupações de classes, os subordina aos fins fundamentais e gerais que assinala a natureza nas suas funções biológicas.
É certo que é preciso fazer homens, antes de fazer instrumentos de produção. ( beleza ) Mas, o trabalho que foi sempre a maior escola de formação da personalidade moral, não é apenas o método que realiza o acréscimo da produção social, é o único método susceptível de fazer homens cultivados e úteis sob todos os aspectos.

 O Estado em face da educação.

A educação, uma função essencialmente pública.

      O direito de cada indivíduo é educação integral, o Estado  o reconhece e o proclama, o dever de considerar a educação, na variedade de seus graus e manifestações, como uma função social e eminentemente pública, que ele é chamado a realizar, com a cooperação de todas as instituições sociais. A educação que é uma das funções de que a família se vem despojando em proveito da sociedade política, rompeu os quadros do comunismo familiar e dos grupos específicos (instituições privadas), para se incorporar definitivamente entre as funções essenciais e primordiais do Estado.
O Estado, longe de prescindir da família, deve assentar o trabalho da educação no apoio que ela dá à escola e na colaboração efetiva entre pais e professores, entre os quais, nessa obra profundamente social. E tem o dever de restabelecer a confiança e estreitar as relações, associando e pondo o serviço da obra comum essas duas forças sociais - a família e a escola. (começou a culpa da escola)

A questão da escola única

       Em nosso regime político, o Estado não poderá, de certo, impedir que, graças à organização de escolas privadas de tipos diferentes, as classes mais privilegiadas assegurem os seus filhos uma educação de classe determinada; mas está no dever indeclinável de não admitir, dentro do sistema escolar do Estado, quaisquer classes ou escolas, a que só tenha acesso uma minoria, por um privilegio exclusivamente econômico.
     
A laicidade, gratuidade, obrigatoriedade e co-educação.

A laicidade, que coloca o ambiente escolar acima de crenças e disputas religiosas, alheia a todo o dogmatismo sectário, subtrai o educando, respeitando-lhe a integridade da personalidade em formação, à pressão perturbadora da escola quando utilizada como instrumento de propaganda de seitas e doutrinas.
A gratuidade extensiva a todas as instituições oficiais de educação é um princípio igualitário que torna a educação, em qualquer de seus graus ( cadê a Universidade gratuita para todos).
Eles pregaram até 18 anos, é mais necessária ainda "na sociedade moderna em que o industrialismo e o desejo de exploração humana sacrificam e violentam a criança e o jovem", cuja educação é freqüentemente impedida ou mutilada pela ignorância dos pais ou responsáveis e pelas contingências econômicas. ( começou a obrigatoriedade)

A função educacional

      a) A unidade da função educacional.
A organização de um regime escolar  tem que ter bases da unificação do ensino, com todas as suas conseqüências.
A autonomia econômica não se poderá realizar a não ser pela instituição de um "fundo especial ou escolar",  ( hoje só se tem uma mera esmola, é bolsa família, ENEM etc.).
Através de impostos e rendas próprias  seja administrado e aplicado exclusivamente no desenvolvimento da obra educacional, pelos próprios órgãos do ensino, incumbidos de sua direção.

c) A descentralização

      À União, na capital, e aos estados, nos seus respectivos territórios, é que deve competir a educação em todos os graus, dentro dos princípios gerais fixados na nova constituição, que deve conter, com a definição de atribuições e deveres, os fundamentos da educação nacional.
Ao governo central, pelo Ministério da Educação, caberá vigiar sobre a obediência a esses princípios ( é um paradoxo porque centraliza ainda é assim).


O processo educativo.            

      O conceito e os fundamentos da educação nova.

     Nessa nova concepção da escola, que é uma reação contra as tendências exclusivamente passivas, intelectualizas e verbalistas da escola tradicional deve ser dirigida à satisfação das necessidades do próprio indivíduo.
Na verdadeira educação funcional deve estar, pois, sempre presente, como elemento essencial e inerente à sua própria natureza, o problema não só da correspondência entre os graus do ensino e as etapas da evolução intelectual fixadas sobre a base dos interesses. Como também da adaptação da atividade educativa às necessidades psicobiológicas do momento.
Psicobiológico do interesse, que é a primeira condição de uma atividade espontânea e o estímulo constante ao educando (criança, adolescente ou jovem) a buscar todos os recursos ao seu alcance, “graças à força de atração das necessidades”.
A escola nova deve ser reorganizada de maneira que o trabalho seja seu elemento formador, favorecendo a expansão das energias criadoras do educando.
     
Plano de reconstrução educacional.

As linhas gerais do plano.

      Ora, assentada a finalidade da educação e definidos os meios de ação ou processos de que necessita o indivíduo para o seu desenvolvimento integral, ficam fixados os princípios científicos sobre os quais se pode apoiar solidamente um sistema de educação. A aplicação desses princípios importa, como se vê, numa radical transformação da educação pública em todos os seus graus, tanto à luz do novo conceito de educação, como à vista das necessidades nacionais devera ter um plano de reconstrução educacional.
     
O ponto nevrálgico da questão.

      A estrutura do plano educacional corresponde, na hierarquia de suas instituições escolares (escola infantil ou pré-primária; primária; secundária e superior ou universitária) aos quatro grandes períodos que apresenta o desenvolvimento natural do ser humano. É uma reforma integral da organização e dos métodos de toda a educação nacional, dentro do mesmo espírito que substitui o conceito estático do ensino por um conceito dinâmico, fazendo um apelo, dos jardins de infância à Universidade, não à receptividade, mas à atividade criadora do aluno. A partir da escola infantil (4 a 6 anos) à Universidade, com escala pela educação primária (7  a 12) e pela secundária (l2  a  18 anos), a "continuação ininterrupta de esforços criadores" deve levar à formação da personalidade integral do aluno e ao desenvolvimento de sua faculdade produtora e de seu poder criador, pela aplicação, na escola, para a aquisição ativa de conhecimentos, dos mesmos métodos (observação, pesquisa, e experiência), que segue o espírito maduro, nas investigações científicas. A escola secundária, unificada para se evitar o divórcio entre os trabalhadores manuais e intelectuais, terá uma sólida base comum de cultura geral (3 anos), para a posterior bifurcação (dos 15 aos 18), em seção de preponderância intelectual (com os 3 ciclos de humanidades modernas; ciências físicas e matemáticas; e ciências químicas e biológicas), e em seção de preferência manual, ramificada por sua vez em ciclos. ( esta vendo não de hoje que querem ciclos)
   
 O conceito moderno de Universidade e o problema universitário no Brasil
.A educação superior ou universitária, a partir dos 18 anos, inteiramente gratuita como as demais, deve tender, de fato, não somente à formação profissional e técnica, no seu máximo desenvolvimento, como à formação de pesquisadores, em todos os ramos de conhecimentos humanos. Ela deve ser organizada de maneira que possa desempenhar a tríplice função que lhe cabe de elaboradora ou criadora de ciência (investigação), docente ou transmissora de conhecimentos (ciência feita) e de vulgarizadora ou popularizadora, pelas instituições de extensão universitária, das ciências e das artes. ( continua no papel). 

      A unidade de formação de professores e a unidade de espírito.
      Ora, dessa elite deve fazer parte evidentemente o professorado de todos os graus.
A formação universitária dos professores não é somente uma necessidade da função educativa, mas o único meio de, elevando-lhes em verticalidade a cultura, e abrindo-lhes a vida sobre todos os horizontes.

O papel da escola na vida e a sua função social.                                           .
 
      Os progressos da psicologia aplicada à criança começaram a dar à educação bases científicas, os estudos sociológicos, (começou as teorias) definindo a posição da escola em face da vida, nos trouxeram uma consciência mais nítida da sua função social e da estreiteza relativa de seu círculo de ação.
Compreende-se, à luz desses estudos, que a escola, campo específico de educação é um órgão feliz e vivo, no conjunto das instituições necessárias à vida, o lugar onde vivem a criança, a adolescência e a mocidade, de conformidade com os interesses e as alegrias profundas de sua natureza.
A educação, porém, não se faz somente pela escola, cuja ação é favorecida ou contrariada, ampliada ou reduzida pelo jogo de forças inumeráveis que concorrem ao movimento das sociedades modernas. Numerosas e variadíssimas são, de fato, as influências que formam o homem através da existência. ( aqui começa a diferença dos teóricos socialistas  dos teóricos  capitalistas)
Dessa concepção positiva da escola, como uma instituição social, limitada, na sua ação educativa, pela pluralidade e diversidade das forças que concorrem ao movimento das sociedades, resulta a necessidade de reorganizá-la. ( até quando?)      

A democracia  é um programa de longos deveres.

 O próprio espírito que o informa de uma nova política educacional, democrática,  com sentido unitário e de bases científicas baseado em outros países, É preciso, certamente, tempo para que as camadas mais profundas do magistério e da sociedade em geral sejam tocadas pelas doutrinas novas..para nos permitir as conquistas globais, por isto a nova política de educação.. “Deve acabar a centralização do poder e democratizá-la.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_dos_Pioneiros_da_Educa%C3%A7%C3%A3o_Nova).

      Os obstáculos acumulados, porém, não abateram ainda nem poderão abater os professores.




3. Entendendo as utopias baseadas no socialismo.
“Paulo Reglus Neves Freire”. (Recife, 1921 + 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.
É considerado um dos pensadores  que influenciaram erradamente e enganou muitos jovens com sua pseudopedagogia, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica, que na verdade foi usada como instrumento de enganação dos recém socialistas após 1982 com abertura democrática e choveram de professores nas escolas cuspindo a utopia pedagógica dele.
Jovens que recém saídos do campo, cristão, queriam ser todos felizes como família, onde todos teriam acesso aos bens materiais elaborados pela industrialização, achavam que o socialismo iria trazer a sonhada igualdade, até elegeram LULA.
Que pena, esta utopia baseado na “ de critica” que para mim é ter, fazer, ser para mudanças, no caso não houve,  na verdade era mais um manipulador  que se dizia progressista.
A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.
A utopia  da Pedagogia da Libertação Paulo Freire  delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista ( onde opressor deve ser vencido, ainda se tinha conceito regiaonalizante de Terceiro Mundo em que os países capitalistas e socialistas oprimem as classes populares),
Ele considerava que educações das classes oprimidas deveriam ser elucidar e conscientizar politicamente para sair da exploração que estavam sendo submetidos. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.
A educação sempre foi capitalista e desigual, e a realidade, ela é neutra politicamente, povo é capitalista, já escolheu desde 1988 com Constituição que se diz cidadã.
Os fundamentos da utopia capitalista ganharam e não tem mais fundamento de se ter uma visão socialista nas escolas. Mas, ainda há professores, que acreditam nesta utopia e contribui para uma visão distorcida da realidade que nossos jovens querem.
Eles querem  ser felizes, capitalistas, com uma boa profissão, uns jogadores excelentes, querem em sua maioria não ser político, quer é TER, querem ter uma imagem de utilitarismo, imediatista,  aqui e o agora, não tem paciência de lidar com uma escola prisional, isto é baseada.
Daí vem  os lideres da burocracia  com estas utopias e com especialistas em educação que sempre acusam os professores estatais de maus preparados e não entendem as teorias. Em contrapartida os professores acusam os alunos e assim por diante, mas na verdade são os dirigentes iludem e dividem os atores  que participam com vontade com estas teorias.
Vocês acham que eles colocam seus filhos na escola publica, o mais lamentável é que alguns professores fazem o mesmo e ainda pousam de progressistas, sabedores de tudo.
Desta maneira mais adiante demonstrarei  as teorias  de um modo critico capitalista baseado nos conceitos baseados nas concepções econômicas, filosófica, potencial e causal.
O ter é importante na sociedade capitalista, ganhar dinheiro é bom, a maioria dos professores foram criados na utopia socialista, muitos foram para educação com o pensamento igualitário e jogaram suas palavras aos alunos, mas seguiam comas teorias das elites capitalistas  permeada na escola durante séculos.
Se um professor entrasse quando D. Pedro receberia R$ 2700 (convertidos dos Réis para Real) que na época já era considerado baixo.
Pela cultura ocidental propaga-se a riqueza. Nas escolas particulares se tem a clareza desta cultura, nas escolas publicas  nos enganaram e enganam com as teorias socialistas misturada aos teóricos  capitalistas que foram banidos tanto na Ditadura  de Vargas como na Militar que retornaram com tudo.
Tanto os teóricos do O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova(1932) e pelos enganadores pseudos-pedagogos socialista (que fizeram uma lavagem cerebral que até elegeu Lula.).
Os professores  seguiram as utopias  socialistas usaram (alguns usam ainda) para enganar jovens ingênuos recém saídos da ditadura militar. Que caíram como patos e acreditaram num mundo igualitário, hoje ainda há jovens cinquentões que acreditam nestas utopias que da uma sensação de libertário, mas na verdade são vaidosos e acreditam na farsa da cidadania.
Os sindicatos criados depois da ditadura, principalmente dos professores, alimentaram ainda mais a utopia socialista que iludiram professores. Eu mesmo tive professores marxistas que me iludiram.
Eu acreditava na utopia socialista de numa escola dialética e que poderia mudar o Brasil, fazer uma revolução socialista não pelas armas, mas, pelas  idéias. Iludi vários alunos com discursos inflamados de que poderíamos ter uma sociedade igualitária, me desculpem estava cego e iludido, tinha sofrido uma lavagem cerebral.
Ainda, hoje, saem professores das universidades que se baseiam pseudos-pedagogos socialistas, como Paulo Freire e os discípulos dos pioneiros da educação como Fernando de Azevedo e médico Anísio Teixeira.
Para os teóricos a escola  deve ser para exercer a cidadania, critica, o engraçado é que  a gratuidade só vai até o ensino médio, os alunos ficam com tal cidadania baseada no Ser e não no Ter.
A  concepção escola esta esgotada e perdidas em tantas teorias  que dragam os esforços dos professores, alunos e as famílias.

4.  O papel da cultura atual.

Sempre o aluno, o professor, os pais são os culpados, brigam entre eles, lá vêm o Estado  que culpa  os pais, alunos, professores, diretores, ele  fazem uma roda viva de culpados.
Culturalmente a sociedade ocidental convive com violência  propagada pela mídia, onde a lavagem cerebral se baseia em heróis  e bandidos, cena de sexos em horários inadequados, musica que estimulam a agressividade e sexualidade, a televisão popular (canais abertos tipo rede globo, SBT, etc.).
É um espetáculo de lavagem cerebral  e acomodam nossa sociedade que é utilitária, ou, seja, se é útil para minha vida bom, basta só um click  no controle remoto e a felicidade esta de volta, é a comodismo.
 É por isto  que nossa sociedade é estereotipada no exterior de sermos um povo  feliz.
As pessoas que foram criadas nas atuais mídias querem o agora, a linguagem visual é maior que a linguagem escrita que gerações passadas, sem as mídias atuais, portanto me incluo nesta lista.
Do lado do bem, querem ser  “um Justin Drew Bieber, MC, Neymar, do lado do mal um Beira Mar, um mano - na gíria violento, o dono do pedaço”, é uma realidade bem diferente onde as teorias do século passado não consegue mais dar uma lógica das idades em estágios ou elas se  encurtaram ou não serve mais para o esclarecimento das atitudes dos jovens de hoje.
Um exemplo destas atitudes aconteceu na cidade São Caetano do Sul, no dia 21 de julho de 2011, um aluno de 10 anos atirou numa professora e se suicidou.
Não se encaixaria na teoria  HENRI WALLON do desenvolvimento cognitivo, ele teve a preocupação de reservar espaço especial para o meio social como espaço de construção da atividade física, mental e afetiva, ou seja, como espaço que oportuniza o desenvolvimento global.
Para isto, ele dividiu em estágios nos quais podem explicar como o homem se desenvolve:
Estes estágios se comunicam entre si, favorecendo a aprendizagem:
ü                      (1º) Estágio Impulsivo (0 – 6 meses), Movimentação dos membros dentro do campo visual não coordenada, iniciada a partir do ato reflexo e dependente diretamente dos estados afetivos. 
ü                      (2º) Estágio Emocional (6-8 meses), reações que foram associadas a alguma atividade, portanto, reforçadas e repetidas nessa fase. Preparação para a fase sensório-motora. 
ü                      (3º) Estágio Sensório-Motor (8 – 18meses), predominância de ralações cognitivas com o meio, através da experimentação e curiosidade em relação aos objetos. A movimentação passa a ter finalidades afetivas, expressivas e tônicas, com a liberação progressiva das mãos. 
ü                      (4º) Estágio Projetivo (18 meses – 3anos), inicia-se com muita força o simbolismo da linguagem, sua aquisição se torna cada vez mais elaborada, tornando esse período muito especial. O pensamento passa a ser expresso pelos gestos. 
ü                      (5º) Estágio Personalismo (3 – 7anos), evidencia-se nesse período o processo de formação da personalidade, com a predominância das relações afetivas expressas através de palavras e idéias.
ü                      (6º) Estágio Categorial (7 – puberdade), grande avanço nos processos cognitivos e predominância desses na relação com o meio. Adolescência, rompimento com a tranqüilidade afetiva pela busca de resignação enquanto ser social, ou seja, desejo de busca de uma nova ordem que dê conta do novo ser bio-psico-social.
Para Wallon, o desenvolvimento é um processo marcado por conflitos que acontecem através de certo descompasso entre as ações desenvolvidas pelas crianças e o ambiente exterior, o qual é estruturado pelos adultos e pela cultura. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Paul_Hyacinthe_Wallon)  
E nossa cultura, ocidental, é violenta, é baseada no Ter. 

5.  Entendo as dimensões econômicas, filosófica, potencial e causal.

Bem, tento neste livro, esclarecer os teóricos educacionais no ponto de vista da dimensão econômica, filosófica, potencial e causal  elaborada nos últimos anos, e também os pseudos-pedagogos a serviço do Estado  ou modismo de pratica educacional, com suas teorias copiadas dos tradicionais como Freinet   com adaptações.
A escola que  temos hoje foi no Brasil baseado no modelo estrutural de escola realizado em Madras, na Índia, pelo pastor anglicano Andrew Bell (1753-1832), e com os ideais reformadores do jurista inglês Jeremy Bentham (1748-1792), autor do Panóptico.
Que é o seguinte. “No final do Séc. XVIII”. O filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham concebeu pela primeira vez a ideia do panóptico. Para isto Bentham estudou “racionalmente”, em suas próprias palavras, o sistema penitenciário. Criou então um projeto de prisão circular, onde um observador poderia ver todos os locais onde houvesse presos. Eis o Panóptico.
Ele também observou que estes mesmos projetos de prisão poderiam ser utilizados em escolas e no trabalho, como meio de tornar mais eficiente o funcionamento daqueles locais*¹. Alguma semelhança com  modelos estrutural de nossas escolas! É “isso aí, nossa escola foi baseada em prisões.”.
Os  principais teóricos da educação onde analisarei pela Teoria das Dimensões econômicas, filosóficas, potencial e causal,  e os erros em suas aplicações na educação brasileira como Burrhus Frederic Skinner (19041990)  foi um autor e psicólogo estadunidense. Começarei com ele.
Conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental que analisa o comportamento observável, a fim de testar modelos e teorias matemáticas sobre diversos aspectos do mesmo: prestar atenção, perceber, recordar, aprender, decidir, reagir emocionalmente e interagir.
E também  foi o propositor do Behaviorismo Radical que traduzido do inglês que significa comportamento, conduta, também designado de comportamentalismo, ou às vezes comportamentismo, é o conjunto das teorias psicológicas que postulam o comportamento como o mais adequado objeto de estudo da Psicologia.
Comportamento geralmente é definido por meio das unidades analíticas respostas e estímulos, baseados em  três níveis de seleção:
O primeiro nível de seleção, a seleção filogenética se refere aos repertórios compartilhados por uma mesma espécie, o qual é determinado pela história evolutiva da mesma. O segundo nível de seleção, a seleção ontogenética se refere ao repertório particular de cada indivíduo ou organismo, o qual é determinado por sua história de vida ou histórico de reforçamento.
E o terceiro nível de seleção, a seleção cultural se refere ao repertório compartilhado por indivíduos de uma mesma cultura. “Sendo este de maior importância para compreender o comportamento humano e de outros animais que apresentam algum tipo de comportamento social.”.
Teorias elaboradas pelo que chamo de pseudos-pedagogos (que voltaram com tudo após Ditadura Militar)  usam os teóricos clássicos como Piaget e Anton Makarenko com roupagem nova que atrapalharam  e atrapalham  e, principalmente confundem os professores, sempre achando uma tese para melhorar nossa escola.
Os recursos da educação ficam, em sua maior parte, na estrutura burocrática montada desde jesuítas a  Dilma Rousset (PT). Mostrarei que os impostos arrecadados  devem  ir direto para escola, não se perder nas instituições, deveria acabar não existir mais. Desde tempo colonial,  sempre deram seqüências das políticas educacionais erradas ou com algumas adaptações e gerindo mal os recursos.
Também   tentarei mostrar como deve ser a educação voltada para brasileiros, uma  educação gratuita creche até a universidade (até O Pós-Doutorado)  porque existem recursos para isto.
As influências culturais atuais dos meios de comunicação ocasionam uma nova consciência coletiva,  que pela consciência coletiva, segundo Émile Durkheim “Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade”.
“Em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele”. O que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível.
Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura. E o nosso modelo patológico é baseado em heróis e bandidos - o modelo norte americano ou ocidental.”
E por falar em critica, muitos de nós não sabemos o seu significado,  que significa agir para melhoria ocasionando uma mudança  seja através da fala, da leitura, escrita no pensamento que segundo Durkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste. (http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Durkheim ).
No caso de nossa sociedade a consciência coletiva é baseada no herói, bandido, sempre haverá um culpado.
O conceito critica de para mim é ter, saber, é fazer, mudar as causas que nos atormentam individualmente ou socialmente como professores.
Por isto, o ter é dimensão econômica. Ser é dimensão filosófica, fazer é dimensão potencial, mudar é dimensão causal.
Na nossa sociedade temos na consciência coletiva os erros dos 3 Ds, segundo Roberto Adami Tranjan

 5.1. Os erros dos  3 Ds da consciência coletiva

Que ocasiona os 3 Ds.  Que é a Desatenção, Desalinhamento, Desesperança.
Desatenção, segundo ele, “é quando ligamos o piloto automático e seguimos enfrente, não percebemos algo mais e não observamos que se repete e nos escapa  e não interagirmos”.
Desalinhamento, segundo ele,  “ é   quando  somos incoerentes com” nossos pensamentos está desintegrado pelos sentimentos e comportamentos e quando não vivemos nossos valores, ignorando com comportamentos mesquinhos, reduzimos e não enxergamos os valores  significantes para nossa melhoria.
Desesperança é  apesar de lutarmos, tentarmos acreditar que se terá mudanças, nós não estamos incrédulo, não acreditamos em ninguém, só nos restas sonhos, vazios de sonhos,  e as atuais utopias não nos alimenta, as forças do mal sempre vence, o crime compensa.
As elites que podem pagar se com seus aumentos de salário só lamentam a parte vazia e se mantém felizes com as conquistas e se brinda com o percentual e comemora que seus filhos conseguiram o melhor , quanto queixa, somente queixa , mas não luta, se matem no redutivismo,, ou seja , a lei do mínimo esforço quanto se fala de melhorias na educação das massas populares.
Eles almejam resultados com o mínimo que podem conseguir. Nem seguer tentam ir além, aprender algo novo, se contentam em não fazer movimentos para melhoria das escolas publicas não se interessam porque as escolas que pode pagar correspondem as suas expectativas.
Assim nos lutarmos todo tempo com utopias que até agora  que não nos levaram a nada e só  servem para mascarar o descaso das Elites e do Estado e confundir nós da escola publica. .
Para entender a dimensão econômica restringe ao plano material, composto de máquinas, equipamentos, produtos, relatório e principalmente dinheiro, sem  não haverá um serviço e as pessoas que estão envolvidas com a educação não conseguem enxergar, inovar  e  quando ganho pouca acha que estão no mesmo lugar e não administram bem.
Assim uma escola que não tem uma dimensão econômica nunca vai para frente, é uma das mais mentirosas mentiras que  existe na educação.
Pela dimensão filosófica é quando buscamos respostas por que existe a escola, sua missão , suas razoes pela quais ela existe, será que são sonhos  das classes populares com suas demandas onde deveria assegurar emocionalmente sucessos futuros de seus filhos.
O Estado e as elites que pode... Levam aos trancos e barrancos  baseada na malícia e truques, este é o  quadro em que a escola publica esta metida é uma tarefa milenar.
Para explicar melhor mostrarei através da mitologia grega a historia de e  Sísifio, Prometeu, Hermes.
Começarei  com Sísifio Mestre da malícia e dos truques, ele entrou para a tradição como um dos maiores ofensores dos deuses.
Segundo Higino, ele odiava seu irmão Salmoneu; perguntando a Apolo como ele poderia matar seu inimigo, o deus respondeu que ele deveria ter filhos com Tiro, filha de Salmoneu, que o vingariam. Dois filhos nasceram, mas Tiro, descobrindo a profecia, os matou. Sísifo se vingou... E, por causa disso, ele recebeu como castigo na terra dos mortos  deveria empurrar uma pedra até o lugar mais alto da montanha, de onde ela rola de volta por 30 mil anos.
Outra malícia é a seguinte: Certa vez, uma grande águia sobrevoou sua cidade, levando nas garras uma bela jovem. Sísifo reconheceu a jovem Égina, filha de Asopo, um deus-rio. Que Zeus a raptou, e Asopo, sem ter informações sobre a filha, foi parar em Corinto. Sísifo sabia o que tinha acontecido, e só informou Asopo depois que ele deu a Corinto uma fonte; por causa disso Sísifo foi punido no Hades (do grego Aidòs), é a terra dos mortos da mitologia grega, governada pelo deus homônimo. Situado no mundo inferior, em baixo da superfície terrestre, é conhecido também como casa ou domínio de Hades (dómos Aidaoú) e é o lugar para onde vão as almas das pessoas mortas (sejam elas boas ou más), guiadas por Hermes, (em grego: ρμής) era, na mitologia grega, um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos. Divindade muito antiga, já era cultuada na história pré-Grécia antiga possivelmente como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloqüência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades, apenas para citar-se algumas de suas funções mais conhecidas o emissário dos deuses, para lá tornarem-se sombras. É governado por Hades, usa-se seu nome freqüentemente para designar seu mundo. Asopo tentou lutar contra Zeus, que atirou raios no rio, e fê-lo voltar ao seu curso.
Mais tarde, o velho Asopo veio perguntar-lhe se sabia do rapto de sua filha e qual seria seu destino. Sísifo logo fez um acordo: em troca de uma fonte de água para sua cidade, ele contaria o paradeiro da filha. O acordo foi feito e a fonte presenteada recebeu o nome de Pirene.
Assim, ele despertou a raiva do grande Zeus, que enviou o deus da Morte, Tânatos, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Porém o esperto Sísifo conseguiu enganar o enviado de Zeus. Elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar. O colar, na verdade, não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar seu destino.
Durante um tempo não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas arrumou novas encrencas. Desta vez com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar as batalhas.
Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânatos e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da morte. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo.
Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.
Sísifo morreu de velhice e Zeus enviou Hermes que para conduzir sua alma a Hades. No tártaro, Sísifo foi considerado um grande rebelde e teve um castigo, juntamente com Prometeu, Segundo Hesíodo foi dada a Prometeu e seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la. Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro. Mas como Epimeteu gastara todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu. Este então roubou o fogo dos deuses e o deu aos homens. Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) dilacerava seu fígado que, todos os dias, regeneravam-se. Esse castigo devia durar 30.000 anos.
Por toda a eternidade Sísifo foi condenado a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível.
Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia.
Na escola desde período jesuítico não foi criativos e felizes nos seus afazeres da vida cotidiana. Quem usa a escola publica parece Sisifios enganam  e fazem que a educação popular  carregue as pedras mentirosas das utopias que estão aí. Elas estão no sofrimento de Prometeu, estão comendo nossos fígados e desanimando sem os fogos de uma boa escola.
E querem aplausos o que importa são refletores, os aplausos, mas as famílias, os alunos e os educadores bananas. Vaidades geradas em modice impulsionada por pseudos pedagogos, a última agora é o bulling. 
Pela dimensão potencial é quem faz um grupo, um organismo social que cria e elabora pelo meio de suas potencialidades.
É  a mais negligenciada a escola são baseadas no líder que se orgulha mais da máquina do que quem opera, regida pela sagacidade, sempre em busca de ondas perfeitas, são equilibristas. Procuram se adequar  a novos cenários porque ninguém aplaude perdedores, aí inventam propagandas enganadoras das utopias que não são adequadas para nossa escola.
Agem como mágicos e usa certos pseudos pedagogos  que com seus talentos copiadores expressam uma nova teoria direcionada  pela ambição que buscam aprovação e sucesso aos olhos dos outros, sem muito talento geralmente um das elites que pagam as escolas... E não resolve os problemas e não atende as demanda externa e ocasionam uma confusão nas cabeças dos que utilizam à escola publica e querem realmente uma escola feliz e diminui as chances de êxito dos talentos.
Dimensão Causal  é baseada nos pressupostos das necessidades e desejos para uma realidade melhor e coloca o serviço da escola em estágios de compreensão para uma demanda declarada  que esta insatisfeita. Necessitamos de construir pessoas para um futuro promissor, precisa de um norte, os professores, alunos, direção, corpo de educadores estão mais perdidos que uma agulha no deserto.
As teorias clássicas e pedagogos atuais que chamo de pseudos pedagogos querem resolver os problemas  com suas teorias.
Vem com teorias erradas e não contribuem porque cada escola que tem realidades diferentes. Ela precisa ser realmente democrática.
Não precisa que lideres oferecer capacitações, e “um lero-lero” para seguir para seguir suas utopias. Uma escola de verdade tem que não preencherão até hoje as dimensões econômica, filosófica, potencial e causal, pelo qual nem os lideres que são incompetências, e, embaralham  a população com a frase banal que para sermos povo desenvolvido precisamos estudar.
Me de  200 mil agora que eu abro uma padaria neste instante e  não preciso estudar. Quero dizer com isso que a organização burocrática atual quer mostrar que a educação vai dar riqueza, vai ser a salvadora da cidadania, pergunte a um índio ou alguém  que é feliz  sem ter estudo.
É maior MITO MENTIROSO QUE VIVEMOS que baseado nas utopias socialistas encontradas nos pseudospedagogos.
A escola não deve ser obrigatória e infeliz, os alunos, os professores, pais, equipe escolar devem escolher os seus caminhos e autogerenciar, escolhendo seus próprios caminhos. Mais tarde darei sugestões de escola ideal, mas, somente sugestões, não querem ser mais um utópico.
Escreverei mais sobre a atual burocracia inepta e deve ser mudada, sendo mais radical, devemos acabar toda ela, o dinheiro dos  nossos impostos deve ir direto para escola, darei mais detalhes, no tópico de ineficiência estatal.
Os recursos vindos dos impostos ficam no esgoto de suas incompetências e não contribui em nada para a educação.
Para entender como se deu as incompetências das elites é necessário compreender historia formação da  escola no Brasil.

5. Entendo a história da educação brasileira

Cronologia das mentiras das elites.

Para entender como nossa educação, mostrarei uma cronologia das mentiras das Elites e do Estado. Que começou com a chegada das elites portuguesas que trouxeram um padrão europeu renegando o padrão educacional dos nativos que “ possuíam  modos próprios de educação, mias livre, sem repressão”  (José Luiz de Paiva Bello) empregada na Europa.
Os nativos faziam educação por que queria e gostava de aprender, eram felizes,  a mãe  quebrava o vaso várias vezes  para o filho, ensinando a repetição, não interessava se ele aprendeu, mas como ele fez. Segundo Orlando Villas Boas eram  livres.
Se um padre voltar  a dar aula agora não verá diferença na estrutura predial das escolas das escolas das igrejas, basta ver a PUC, UNISO, etc.
A educação começou com os jesuítas  que trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia e métodos pedagógicos autoritários.
Essa Utopia durou 210 anos, de 1549  a 1759 e persiste no inconciente coletivo social até hoje, e, que, as universidades destes estão a todo vapor, PUC, UNISO, etc.
Além disto, eles mascaram que são bons, com cara de filantropia e  dão somente bolsas a estudantes carentes.
Vamos enfrente, os jesuítas perderam poder com  Marquês de Pombal  no poder que expulsou os jesuítas, mas, a escola religiosa continuou autônoma quem na época desafiaria a igreja.
Ele  tentou programar uma escola diferente, laica. Baseada nos pensamentos  de Jean Jacques Rousseau.
Os destaques do  pensamento de Rousseau que na obra  Contrato Social, publicada em 1762.
Propõe que todos os homens façam um novo contrato social onde se defenda a liberdade do homem baseado na experiência política das antigas civilizações onde predomina o consenso e dessa forma se garantam os direitos de todos os cidadãos.
Ele  desdobra em quatro livros.
Primeiramente se aborda a liberdade natural, nata, do ser humano, como ele a havia perdido, e como ele haveria de recuperá-la.
Rousseau condena a escravidão, como algo paradoxal ao direito e se recuperando a liberdade, o povo é quem escolhe seus representantes e a melhor forma de governo.
A maior defesa é à passagem do estado natural de escravo  para o civil é a necessidade de uma liberdade moral, que garante o sentimento de autonomia do homem.
A soberania do povo, que é indivisível.  O povo tem interesses, são nomeados como “vontade geral”, que é o que mais beneficia a sociedade ele não pode ultrapassar a soberania do povo ou a vontade geral.
Mais até quando vamos esperar!
Outra idéia é que  o  “soberano  tem que agir de acordo com vontade do povo, onde o limite do poder do governante: a corrupção dos governantes quanto à vontade geral, garantida o direito de tirar do poder tal governante corrupto”.
Hoje no caso de Dilma, os lideres não fazem nada e se submetem a vontade dela.
Não respeitam os limites, é uma vergonha! Como Boris comenta.
O povo é submisso à lei, porque em última análise, foi ele quem a criou, mentira! Deram-nos uma constituição socialista cheia de lacunas dentro de um capitalismo, só para fazer média com as classes populares.
Os Interesses mesquinhos da elite que governa e que desde período colonial vem sendo sob condições para corruptos ou de quem tem a maioria, mascarados de democratas  dizem  em nome de uma sociedade que o modo delas serem felizes.
A terceira análise rousseauniana, corresponde ao livro terceiro, se refere às possíveis formas de governo, que são a democracia, a aristocracia e a monarquia, e suas características e princípios.
A principal conclusão desse livro é a partir do oitavo capítulo, em que tipo de Estado, que forma de governo funciona melhor – para Rousseau, a democracia é boa em cidades pequenas, à aristocracia em Estados médios e a monarquia em Estados grandes.
Não funciona na atual democracia brasileira,  que não é proporcional e direta, ainda é um espelho da republica romana onde os deputados precisam de senadores para aval das reformas, devem ser crianças, né!
Para se ter uma verdadeira democracia basta dividir o geograficamente o Brasil e quantidades de pessoas pelos paralelos e meridianos, daí, do total dos números de habitantes, exemplos se numa área entre os meridianos e pelos paralelos se tem 500 mil habitantes elegera um deputado, mas nada de senador. Mudaria totalmente a Regionalização brasileira, por exemplo:  os Estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba se tornariam um só Estado.
A aprovação das  leis e o país seriam realmente democráticos, explico em cada Estado elege dois senadores, portanto, São Paulo que tem 41 milhões elege somente dois enquanto Pará 7.5 milhões também elege dois senadores, por isto que o Brasil ainda é os coronéis que comanda o Brasil.
 Com advento da internet, os projetos mais  polêmicos deviam ser feito on-line,  os Deputados teriam um tempo para realmente fazer um bom trabalho, e , se não fizer, também on-line poderíamos muda-l.
Observando as idéias contidas no livro O Contrato Social, não é difícil entender porque certas pessoas chamam de inspiração causadora das revoluções se baseiam principalmente no conceito da soberania do povo, mudando o direito da vontade singular do príncipe para a vontade geral do povo.
Para Rousseau, a liberdade natural caracteriza-se por ações tomadas pelo indivíduo com o objetivo de satisfazer seus instintos, isto é, com o objetivo de satisfazer suas necessidades. O homem neste estado de natureza desconsidera as conseqüências de suas ações para com os demais, ou seja, não tem a vontade e nem a obrigação de manter o vínculo das relações sociais. Outra característica é a sua total liberdade, desde que tenha forças para colocá-la em prática, obtendo as satisfações de suas necessidades, moldando a natureza. “O homem realmente livre faz tudo que lhe agrada e convém, basta apenas deter os meios e adquirir força suficiente para realizar os seus desejos.”(SAHD,2005, p. 101)
Ao perder uma disputa com outros indivíduos o sujeito não consegue exercer a sua liberdade, uma vez que a liberdade nesse estágio se estabelece a partir da correlação de forças entre os indivíduos. Não há regras, instituições ou costumes que se sobrepõem às vontades individuais para a manutenção do “bem coletivo”. Contudo, na concepção de Rousseau, o homem selvagem viveria isolado e por isso, não faz sentido pensar em um bem coletivo.
Também não haveria tendência ao conflito entre os indivíduos isolados quando se encontrassem, pois seus simples desejos (necessidades) seriam satisfeitas com pouco esforço, devido à relação de comunhão com a natureza. O isolamento entre os indivíduos só era quebrado para fins de reprodução, pois sendo auto-suficientes não tinham outra necessidade para viverem em agrupamentos humanos. Foi a partir do isolamento que o homem adquiriu qualidades como amor de si mesmo e a piedade.
Para Rousseau, o que faz o indivíduo em estado de natureza parecer bom é, justamente, o fato de conseguir satisfazer suas necessidades sem estabelecer conflitos com outros indivíduos, sem escravizar e não sentindo vontade de impor a sua força a outros para sobreviver e ser feliz.

6.1. Período jesuítico


 A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loiola e um pequeno grupo de discípulos, na Capela de Montmartre, em Paris, em 1534, com objetivos catequéticos, em função da Reforma Protestante e a expansão do luteranismo na Europa.
      Os primeiros jesuítas chegaram ao território brasileiro em março de 1549 juntamente com o primeiro governador·geral, Tome de Souza. Comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega, quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador, tendo como mestre o Irmão Vicente Rodrigues, contando apenas 21 anos. Irmão Vicente tornou·se o primeiro professor nos moldes europeus e durante mais de 50 anos dedicou·se ao ensino e a propagação da fé religiosa.
      O mais conhecido e talvez o mais atuante foi o noviço José de Anchieta, nascido na Ilha de Tenerife e falecido na cidade de Reritiba, atual Anchieta, no litoral sul do Estado do Espírito Santo, em 1597. Anchieta tornou·se mestre·escola do Colégio de Piratininga; foi missionário em São Vicente, onde escreveu na areia os "Poemas à Virgem Maria" (De beata virgine Dei matre Maria), missionário em Piratininga, Rio de Janeiro e Espírito Santo; Provincial da Companhia de Jesus de 1579 a 1586 e reitor do Colégio do Espírito Santo. Além disso, foi autor da Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil.
      No Brasil os jesuítas se dedicaram a pregação da fé católica e ao trabalho educativo. Perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. De Salvador a obra jesuítica estendeu·se para o sul e em 1570, vinte e um anos após a chegada, já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia).
      Todas as escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento, escrito por Inácio de Loiola, o Ratio atque Instituto Studiorum, chamado abreviadamente de Ratio Studiorum..
Que era o seguinte:
O plano de estudos (Ratio Studiorum): uma metodologia humanista católica
A recomendação de um Plano de Estudos já é feita pelas Constituições: deve incluir a determinação dos horários de aula, sua ordem e métodos de execução; determinar os exercícios, tanto de composição (que devem ser corrigidos pelo próprio mestre), como as disputas ou debates públicos.

Tudo isto deve ser assunto de um tratado à parte, a ser aprovado pelo Superior Geral da Companhia. Mas tanto o método quanto o conteúdo devem adaptar-se às exigências da época, do local e das pessoas em questão, o que também é grande inovação.
Diante da rápida expansão da rede de escolas sob a direção da Companhia, tornou-se absolutamente necessária a elaboração desse plano, pois em 1586 já havia 162 colégios, dos quais 147 eram abertos a alunos externos.
Em termos históricos, o reitor do Colégio de Messina, Jerônimo Nadal (1507-74), já tinha elaborado um Programa de Estudos - (Ordo Studiorum) em 1551, modelo seguido por outras escolas da Companhia de Jesus.
No mesmo ano em que Nadal elaborou seu Programa, fundou-se uma escola livre de Gramática, Humanidades e Doutrina Cristã, em Roma: o Colégio Romano, que servirá de inspiração e instrumento de coordenação do ensino, de acordo com os crescentes esforços dos jesuítas que visam primeiro conter e depois combater o aumento de influência da Reforma.

A primeira notícia da escola será promulgada sob o seguinte dístico: Scuola di gramática, d'umanità e di dottril1a christíana, grátis (Escola de gramática, de ciências humanas e de doutrina cristã).
Em 1584, Cláudio Aquaviva, quinto Geral da Companhia, inicia a preparação de um plano definitivo para aplicação em todos os colégios sob direção da Sociedade de Jesus. Porém, este só será promulgado sob forma definitiva, ou seja, como Plano e Instituição de Estudos da Companhia de Jesus (Ratio Atque Instituto Studiorum Societatis Jesu), em 1599, depois de duas versões experimentais.
Neste documento, regulamenta-se o governo do colégio, o conteúdo dos estudos e o procedimento a se seguir no processo educativo, inclusive o comportamento dos professores e dos alunos, como também a formação dos próprios professores.
Quanto ao conteúdo, este seguirá o programa do humanismo cristão. O instrumento para sua implantação será o colégio, e o único método para sua realização será a tríplice metodologia, que consiste na preleção, no conserto e na repetição.

    A preleção consiste em :
ü                      O mestre deve ler o texto inteiro, sem interrupções, a não ser que se trate de algum texto muito comprido.
ü                      Deve explicar o assunto, situando-o dentro de um plano global.
ü                      Deve explicar o texto, frase por frase e palavra por palavra, numa linguagem compreensível aos alunos, recorrendo, se for necessário, ao vernáculo.
ü                      Deve fazer observações sobre cada frase, ou seja, intercalar tais observações dentro da própria explicação. Essas observações devem ser anotadas pelos alunos em cadernos.
ü                      A preleção é usada para o ensino de todas as matérias humanistas: a Gramática, a Literatura, a Poesia, a História, e sob forma modificada, para a Matemática, a Retórica, a Filosofia e a Teologia.
Paralela à preleção, vem uma segunda técnica, a saber, o conserto (conser­tatio), com base na etimologia ciceroniana, que estende o sentido de luta física para a luta verbal ou debate. Este método é utilizado para o ensino de todas as disciplinas, com a finalidade de corrigir os erros. Trata-se de incentivar a rivalidade honrosa, visando a melhoria intelectual.
Os dois métodos se completam com os exercícios por escrito. Estes devem ser corrigidos pelo mestre e as correções reforçadas por repetições orais, com a finalidade de fortalecer a memória.
Preleção, conserto, exercícios e repetição constituem a técnica pedagógica comum a todas as escolas dos jesuítas.
Diante da importância que a Ratio atribui ao mestre, recomenda-se a criação de uma academia dedicada à formação do mesmo.
Assim, a Ratio Studiorum é um documento que traduz a missão educativa da Companhia num programa concreto e prático. Um instrumento que será utilizado para estender a Contra-Reforma no ensino para além das fronteiras da Espanha, de Portugal, da França, da Itália, da Áustria, da Alemanha do sul, da Rússia, até as colônias espanholas e portuguesas no Novo Mundo, na África e nas índias Orientais.
GILES, Thomas Ransom. História da Educação.( In: O humanismo cristão e o processo educativo. São Paulo: EPU, 1987. p. 135-136).
 Os jesuítas não se limitaram ao ensino das primeiras letras; além do curso elementar eles mantinham os cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, de nível superior, para formação de sacerdotes, para as elites, para o povo brasileiro “nadinha de nada”.
Aos nativos  pregava a utopia do pensamento escolástico com acentos notadamente cristãos, a escolástica surgia da necessidade de responder às exigências da , ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade.
Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé. Esta linha vai do começo do século IX até ao fim do século XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média. Este pensamento cristão deve o seu nome às artes ensinadas na altura pelos acadêmicos (escolásticos) nas escolas medievais. Estas artes podiam ser divididas em Trivium (gramática, retórica e dialéctica) e Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). A escolástica resulta essencialmente do aprofundar da filosofia.
A Filosofia que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, sofreu influências da cultura judaica e cristã, a partir do século V, quando pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, em uma tentativa de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada passaram a fazer parte de temáticas filosóficas. A Escolástica possui uma constante de natureza neoplatônica, que conciliava elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretadas pelo Ocidente cristão. E mesmo quando Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico, esta constante neoplatônica ainda é presente.
Basicamente, a questão chave que vai atravessar todo o pensamento escolástico é a harmonização de duas esferas: a fé e a razão. O pensamento de Agostinho, mais conservador, defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana. Enquanto que a linha de Tomás de Aquino defende certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.
Para a Escolástica, algumas fontes eram fundamentais no aprofundamento de sua reflexão, por exemplo os filósofos antigos, as Sagradas Escrituras e os Padres da Igreja, autores dos primeiros séculos cristãos que tinham sobre si a autoridade de fé e de santidade.
A preleção consiste de quatro etapas sucessivas:
ü                O mestre deve ler o texto inteiro, sem interrupções, a não ser que se trate de algum texto muito comprido.
ü                Deve explicar o assunto, situando-o dentro de um plano global.
ü                Deve explicar o texto, frase por frase e palavra por palavra, numa linguagem compreensível aos alunos, recorrendo, se for necessário, ao vernáculo.
ü                Deve fazer observações sobre cada frase, ou seja, intercalar tais observações dentro da própria explicação. Essas observações devem ser anotadas pelos alunos em cadernos.
ü                A preleção é usada para o ensino de todas as matérias humanistas: a Gramática, a Literatura, a Poesia, a História, e sob forma modificada, para a Matemática, a Retórica, a Filosofia e a Teologia.
ü                Paralela à preleção, vem uma segunda técnica, a saber, o conserto (conser­tatio), com base na etimologia ciceroniana, que estende o sentido de luta física para a luta verbal ou debate. Este método é utilizado para o ensino de todas as disciplinas, com a finalidade de corrigir os erros. Trata-se de incentivar a rivalidade honrosa, visando a melhoria intelectual.
ü                Os dois métodos se completam com os exercícios por escrito. Estes devem ser corrigidos pelo mestre e as correções reforçadas por repetições orais, com a finalidade de fortalecer a memória.
ü                Preleção, conserto, exercícios e repetição constituem a técnica pedagógica comum a todas as escolas dos jesuítas.
Diante da importância que a Ratio atribui ao mestre, recomenda-se a criação de uma academia dedicada à formação do mesmo.
Assim, a Ratio Studiorum é um documento que traduz a missão educativa da Companhia num programa concreto e prático. Um instrumento que será utilizado para estender a Contra-Reforma no ensino para além das fronteiras da Espanha, de Portugal, da França, da Itália, da Áustria, da Alemanha do sul, da Rússia, até as colônias espanholas e portuguesas no Novo Mundo, na África e nas índias Orientais.
(GILES, Thomas Ransom. História da Educação. In:  O humanismo cristão e o processo educativo. São Paulo: EPU, 1987. Pg. 135-136).
Começa aqui a escalada dos professores como objeto  de uso pelas Elites. Sempre  usando utopias  que vieram de cima.

6.2. Período  Pombalino

POMBAL E A REFORMA EDUCACIONAL
 
A política educacional como outra qualquer de Pombal era lógica, prática e centrada nas relações econômicas anglo-portuguesa.
A reforma educacional pombalina culminou com a expulsão dos jesuítas precisamente das colônias portuguesas, tirando o comando da educação das mãos destes e passando para as mãos do Estado. Os objetivos que conduziram a administração pombalina a tal reforma, foram assim, um imperativo da própria circunstância histórica. Extintos os colégios jesuítas, o governo não poderia deixar de suprir a enorme lacuna que se abria na vida educacional tanto portuguesa como de suas colônias.
Para o Brasil, a expulsão dos jesuítas significou, entre outras coisas, a destruição do único sistema de ensino existente no país. Para Fernando de Azevedo, foi “a primeira grande e desastrosa reforma de ensino no Brasil”. Como bem colocou Niskier,  
“A organicidade da educação jesuítica foi consagrada quando Pombal os expulsou levando o ensino brasileiro ao caos, através de suas famosas ‘aulas régias’, a despeito da existência de escolas fundadas por outras ordens religiosas, como os Beneditinos, os franciscanos e os Carmelitas”. (Niskier, 2001, p. 34)
 
Enquanto na Metrópole buscava-se construir um sistema público de ensino, mais moderno e popular, na colônia, apesar das várias tentativas, através de sucessivos alvarás e cartas régias. As Reformas Pombalinas no campo da educação, só logrou desarranjar a sólida estrutura educacional construída pelos jesuítas, confiscando-lhes os bens e fechando todos os seus colégios.
É importante destacar que a reforma pombalina no Brasil não foi implementada no mesmo momento e da mesma forma que em Portugal. Foi de quase trinta anos o tempo de que o Estado português necessitou para assumir o controle pedagógico da educação a ser oferecida em terras brasileiras; da completa expulsão dos jesuítas e do desmantelamento sistemático de seu aparelho educacional, dos métodos aos materiais didáticos, até a nomeação de um Diretor Geral dos Estudos que deveria, em nome do Rei, nomear professores e fiscalizar sua ação na colônia.
Através do Alvará Régio de 28 de junho de 1759. O Marquês de Pombal, suprimia as escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias ao expulsar os jesuítas da colônia e, ao mesmo tempo, criava as aulas régias ou avulsas de Latim, Grego, Filosofia e Retórica, que deveriam suprir as disciplinas antes oferecidas nos extintos colégios jesuítas.
Estas providências, entretanto, não foram suficientes para assegurar a continuidade e a expansão das escolas brasileiras, constantemente reclamadas pelas populações que até então se beneficiavam dos colégios jesuítas. Portugal logo percebeu que a educação no Brasil estava estagnada e era preciso oferecer uma solução.
Somente quando a Real Mesa Censória, criada em 1767 (inicialmente com atribuição para examinar livros e papéis já introduzidos e por introduzir em Portugal), alguns anos depois, passa a assumir a incumbência da administração e direção dos estudos das escolas menores de Portugal e suas colônias, é que as reformas na instrução ganham meios de implementação. Com as novas incumbências e a partir das experiências administrativas da direção geral de estudos, nos anos anteriores, a Mesa Censória apontou para as necessidades tanto na metrópole quanto na colônia referente ao campo educacional. Assim, os estudos menores ganharam amplitude e penetração com a instituição, em 1772, do chamado “subsídio literário”   para manutenção dos ensinos primário e secundário. Como Carvalho (1978) bem explicitou: 
“Com os recursos deste imposto, chamado subsídio literário, além do pagamento dos ordenados aos professores, para o qual ele foi instituído, poder-se-iam ainda obter as seguintes aplicações: 1) compra de livros para a constituição da biblioteca pública, subordinada à Real Mesa Censória; 2) organização de um museu de variedades; 3) construção de um gabinete de física experimental; 4) ampliação dos estabelecimentos e incentivos aos professores, dentre outras  aplicações” (Carvalho, 1978, p. 128). 
Dessa forma, foi implantado o novo sistema educacional que deveria substituir o sistema jesuítico. Aberto que estava à modernidade européia, incorporou partes dos discursos sobre a ação do Estado na educação e passou a empregá-lo para ocupar o vácuo que foi deixado com a saída dos jesuítas, pelo menos no que diz respeito ao controle e gestão administrativa do sistema escolar.
 
O NOVO SISTEMA
 
Como vimos, foi através do Alvará Régio de 28 de junho de 1759 que o Marquês de Pombal, ao mesmo tempo expulsou os jesuítas de Portugal e de suas colônias, suprimindo as escolas e colégios jesuíticas e de Portugal e de todas as colônias. Criou as aulas régias ou avulsas de Latim, Grego, Filosofia e Retórica, que deveriam substituir os extintos colégios jesuítas e criou a figura do “Diretor Geral dos Estudos”, para nomear e fiscalizar a ação dos professores.
As aulas régias eram autônomas e isoladas, com professor único e uma não se articulava com as outras. Destarte, o novo sistema não impediu a continuação do oferecimento de estudos nos seminários e colégios das ordens religiosas que não a dos jesuítas (Oratorianos, Franciscanos e Carmelitas, principalmente).
Em lugar de um sistema mais ou menos unificado, baseado na seriação dos estudos, o ensino passou a ser disperso e fragmentado, baseado em aulas isoladas que eram ministrados por professores leigos e mal preparados.
Com a implantação do subsídio literário, imposto colonial para custear o ensino, houve um aumento no número de aulas régias, porém ainda muito precário devido à escassez de recursos, de docentes preparados e da falta de um currículo regular.
Ademais, vemos uma continuidade na escolarização baseada na formação clássica, ornamental e europeizante dos jesuítas. Isto porque a base da pedagogia jesuítica permaneceu a mesma, pois os padres missionários, além de terem cuidado da manutenção dos colégios destinados à formação dos seus sacerdotes, criaram seminários para um clero secular, constituído por “tios-padres” e “capelães de engenho”, ou os chamadas “padres-mestres”.
Estes, dando continuidade à sua ação pedagógica, mantiveram sua metodologia e seu programa de estudos, que deixava de fora, além das ciências naturais, as línguas e literaturas modernas.
Em oposição ao que acontecia na Metrópole, onde as principais inovações de Pombal no campo da educação como o ensino das línguas modernas, o estudo das ciências e a formação profissional já se faziam presentes.
Por isso, se para Portugal as reformas no campo da educação, que levaram a laicização do ensino representou um avanço, para o Brasil, tais reformas significaram um retrocesso na educação escolar com o desmantelamento completo da educação brasileira oferecida pelo antigo sistema de educação jesuítica, melhor estruturado do que as aulas régias puderam oferecer.  
“O Brasil não é contemplado com as novas propostas que objetivavam a modernização do ensino pela introdução da filosofia moderna e das ciências da natureza, com a finalidade de acompanhar os progressos do século. Restam no Brasil, na educação, as aulas régias para a formação mínima dos que iriam ser educadas na Europa”. (Zotti, 2004, p. 32) 
Nas Instruções do Alvará Régio de 1759 X, transparece claramente o objetivo que norteou a reforma na instrução. A preocupação básica era de formar o perfeito nobre, simplificando os estudos, abreviando o tempo do aprendizado de latim, facilitando os estudos para o ingresso nos cursos superiores, além de propiciar o aprimoramento da língua portuguesa, diversificar o conteúdo, incluir a natureza científica e torná-los mais práticos.
Em substância, tal Alvará teve como significado central a tentativa de manter a continuidade de um trabalho pedagógico interrompido pela expulsão dos jesuítas. A educação jesuítica não mais convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal, com seus conhecidos motivos e atos na tentativa de modernização de Portugal, que chegariam também as suas colônias. Assim sendo, as escolas da Companhia de Jesus que tinham por objetivo servir aos interesses da fé não atendiam aos anseios de Pombal em organizar a escola para servir aos interesses do Estado.
É dentro desta ordem e em nome dela que o Alvará de 1759 pode ser visto como o primeiro esforço no sentido da secularização das escolas portuguesas e de suas colônias, entendendo que somente um ensino, dirigido e mantido pelo poder secular, poderia corresponder aos fins da ordem civil.
A ingerência do Estado nas questões de educação começa a ganhar vulto a partir do deste período, concomitante com a idéia do desenvolvimento de sistemas nacionais de educação, ligados aos processos político-sociais de consolidação dos Estados Nacionais europeus.
Seguindo nesta direção, com uma ação intensiva, o Estado português assume definitivamente o controle da educação colonial.
A criação da figura do “Diretor Geral dos Estudos” deixa bem clara, no mesmo “Alvará”, a intenção da Coroa de uniformizar a educação na Colônia e fiscalizar a ação dos professores,desde já por ela nomeados — do material didático por eles utilizado — também devidamente “recomendado” no mesmo documento — de modo a que não houvesse choque de interesses — isto é, que não houvesse nenhum outro poder, como era o dos jesuítas, a afrontar as determinações da Coroa. Cabe à Coroa a instalação de um novo sistema de ensino, e é exatamente essa a linha pela qual segue o Alvará Régio.
As aulas régias instituídas por Pombal para substituir o ensino religioso constituíram, dessa forma, a primeira experiência de ensino promovido pelo Estado na história brasileira. A educação a partir de então, passou a ser uma questão de Estado. Desnecessário frisar que este sistema de ensino cuidado pelo Estado servia a uns poucos, em sua imensa maioria, filhos das incipientes elites coloniais.
Pedagogicamente, esta nova organização não representou um avanço. Mesmo exigindo novos métodos e novos livros, no latim a orientação era apenas de servir como instrumento de auxílio à língua portuguesa, o grego era indispensável a teólogos, advogados, artistas e médicos, a retórica não deveria ter seu uso restrito a cátedra. A filosofia ficou para bem mais tarde, mas efetivamente nada de novo aconteceu devido principalmente, às dificuldades quanto à falta de recursos e pessoal preparado.
As transformações no nível secundário não afetaram o fundamental, que permaneceu desvinculado da realidade, e buscando o modelo de exterior "civilizado". Quem tinha condições de cursar o ensino superior enfrentava os perigos das viagens, para freqüentar a Universidade de Coimbra ou outros centros europeus. Como as "Reformas Pombalinas" visavam transformar Portugal numa metrópole como a Inglaterra, a elite masculina deveria buscar respaldo fora, para poder servir melhor na sua função de articuladora dos interesses da camada dominante.  
Os 27 anos de governo de Pombal caracterizaram-se por uma tentativa de modernização da sociedade e de desenvolvimento da economia portuguesa.A peculiaridade de Portugal nessa época foi a coincidência do iluminismo com a luta do Estado português para voltar a ser a grande nação da época dos descobrimentos - por meio do fortalecimento do Reino e seu soberano - adaptando-se às técnicas que acreditava terem sido utilizadas pelos seus rivais para ultrapassá-lo - ainda que para tanto devesse se apoiar nas novas idéias da Ilustração, que não poupavam críticas a sua ordem política e social já considerada velha - Pombal tinha essa missão.
Foi um homem eclético, pragmático e obstinado, disposto a tirar de seu caminho tudo que lhe impedisse de alcançar seus objetivos. - em inúmeras oportunidades entrou em conflito com membros da nobreza e do clero – como se percebe a controvérsia está no núcleo da ação pombalina, na combinação particular de métodos que ele utilizou. Eles refletem seu posicionamento entre oportunidade e necessidade.
Era a oportunidade e seu senso prático que o faziam agir independentemente do julgamento de quem quer que fosse. Isso se esclarece por meio das grandes reformas perpetradas por Pombal , como por exemplo: A reconstrução de Lisboa foi possível pela catástrofe do terremoto de 1755. A reforma da área militar seguiu-se à invasão espanhola de 1762. Sua reforma do sistema educacional foi o resultado inevitável da expulsão dos jesuítas. A crescente ênfase nas manufaturas que ocorriam na época acompanhou a criação de um ambiente econômico favorável à substituição das importações.
 Portanto, a praticidade, às vezes perversa de Pombal, se traduz nas atividades e reformas estabelecidas pelo Marquês na defesa do absolutismo. Na verdade tratava-se de um oportunista cuja hábil manipulação das circunstâncias nas quais não lhe importavam os métodos, colocou o poder do Estado como o maior de seus objetivos, tendo sido, nesse sentido, o maior reformador de seu tempo. Tratava-se, portanto de manobras sociais para o fortalecimento estado absolutista de Portugal.
Embora a Metrópole portuguesa só abrisse perspectivas para a penetração de um Iluminismo contido, científico na aparência, já que permaneceria submetido à tradição cultural da imitação, memorização e erudição literária, houve um avanço no ensino público português, que passou a formar uma burocracia administrativa mais moderna e eficiente.
Além disso, os professores régios que aqui exerciam a profissão de ensinar foram propulsionadores dos sentimentos liberais e incentivadores das idéias filosóficas que tão significativamente se fizeram atuantes nos últimos trinta anos que antecederam a independência do país.
É muito interessante perceber por quais vias o iluminismo implantou-se no Brasil. É justamente através da política imperial de racionalização e padronização da administração de Pombal que a educação passou para as mãos do Estado, mas essa educação que passou a ser pública, não se faz para os interesses dos cidadãos. Ela serviu aos interesses imediatos do Estado, que para garantir seu status absolutista precisa manter-se forte e centralizado nas mãos e sobre comando de uns poucos preparados para tais tarefas.
Assim, mesmo que aparentemente as ações de Pombal induzam ao entendimento de uma política despótica de benefícios individuais - idéia que não é de toda inválida - é preciso acordar com a análise de Maxwell de que os lucros das reformas pombalinas foram individuais, privados. Mas os interesses foram públicos - no sentido de estatal - na medida em que naquele contexto, iluminismo, racionalidade e progresso têm um significado muito diferente aos quais se deve estar atento: iluminismo no contexto da colônia brasileira tratou-se, na verdade do engrandecimento do poder do Estado e não das liberdades individuais,
Dessa forma, entender o projeto do iluminismo pombalino talvez seja a chave para ajudar a perceber a tradição reformista nas tentativas de construção de um sistema nacional de educação pública realmente voltada aos interesses públicos, que até hoje não se consolidou no Brasil.”
 Pombal, após  a expulsão dos jesuítas, ele estruturou e organizou a escola para servir aos interesses do Estado e do povo democraticamente e bateu de frente com a elite conservadora.
Ele  programou As aulas régias que compreendiam o estudo das humanidades, sendo pertencentes ao Estado e não mais restritas à Igreja - foi a primeira forma do sistema de ensino público no Brasil.  Apesar da novidade imposta pela Reforma de Estudos realizada pelo Marquês de Pombal, em 1759, o primeiro concurso para professor somente foi realizado em 1760 e as primeiras aulas efetivamente implantadas em 1774, de Filosofia Racional e Moral.
Em 1772 foi criado o Subsídio Literário, um imposto que incidia sobre a produção do vinho e da carne, destinado à manutenção dessas aulas isoladas. Na prática o sistema das Aulas Régias pouco alterou a realidade educacional no Brasil, tampouco se constituiu numa oferta de educação popular, ficando restrita às elites locais.
Ao rei cabia a criação dessas aulas isoladas e a nomeação dos professores, que levavam quase um ano para a percepção de seus ordenados, arcando eles próprios com a sua manutenção. Azevedo (1943, p. 315) menciona a abertura de uma aula régia de desenho e de figura, em 1800, nas principais cidades da orla marítima. E em algumas raras do planalto e do sertão.
Estas "tinham uma estrutura escolar propriamente dita, em que as matérias apresentavam uma seqüência lógica, os cursos tinham uma duração determinada e os estudantes eram reunidos em classe e trabalhavam de acordo com um plano de ensino previamente estabelecido" (Piletti, 1996: 37).
Epâ! Começou a seriação no Brasil e  até hoje é usada  é modelo, metodologia os planos de aulas.
A permanência praticamente inalterada do sistema das Aulas Régias no Brasil da virada do século XVIII para o seguinte, estendendo-se ainda durante o primeiro reinado, deveu-se à continuidade dos modelos de pensamento em nossa elite cultural.
Existiu um grande descompasso entre o pretendido pelo governo monárquico – tanto o português quanto o brasileiro, após a independência – e aquilo que as condições sociais e econômicas viriam permitir, dentro de um modelo produtivo excludente, escravista.
O subsídio literário  destinava-se a custear as reformas no campo da instrução promovidas pelo Marquês de Pombal, substituindo, como imposto único, todas as coletas que tinham sido lançadas para fazer face às despesas com a instrução pública. Este alvará determina também a instituição da Junta do Subsídio Literário.
Este subsídio foi extinto em 1857. Consistia no pagamento de um real em cada canada de vinho O valor da canada variava de localidade para localidade, mas aproximava-se, normalmente, dos atuais 1,5 litros. A canada de Lisboa equivalia a 480 réis ou um cruzado, começamos mal na distribuição da  riqueza brasileira, optaram pelo vinho que vinha de Portugal deixaram de lado as canadas de todos os produtos que eram exportados, como cana de açúcar, carne seca  e outros produtos. A distribuição desta era feito pelo presidente da Real Mesa Censória, espécie de conselheiros.
A cobrança deste subsídio pertencia em grande parte aos conselhos, mas cuja gestão era entregue a uma Junta Central  que era composta por homens de negócios, ( da para comparar com hoje, os recursos ficam perdidos em  tantos institutos, MEC, FUNDEB, etc.).
O pagamento dos professores ficava a cargo da administração central que era um conjunto de instituições e serviços que apóiam tarefas de um órgão central, normalmente com características de decisão de como seria nossa escola.
Começou a centralização  do ensino brasileiro como distribuir  os dinheiros arrecadados através de mecanismo centralizador, e nunca direto para escola, que permanece até hoje.
Aqui começo a mostrar como as elites que comandam a escola até hoje torna ineficaz.
Com D. Pedro em 15 de Abril de 1857, decretava a extinção deste subsidio e o afastamento de Pombal. Ele criou a Diretoria de Estudos que só passou a funcionar após o afastamento de Pombal. Cada aula régia era autônoma e isolada, com professor único e uma não se articulava com as outras.  Com o "subsídio literário" para manutenção dos ensinos primário e médio. Criado em 1772 era uma taxação, ou um imposto, que incidia sobre a carne verde, o vinho, o vinagre e a aguardente. Oba! Começou a melhorar os recursos, mas...
Com o "subsídio literário", Além de exíguo, nunca foi cobrado com regularidade e os professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos à espera de uma solução vinda de Portugal.
     Os professores eram geralmente mal preparados para a função, já que eram improvisados e mal pagos. Eram nomeados por indicação ou sob concordância de bispos e se tornavam "proprietários" vitalícios de suas aulas régias.   (José Luiz de Paiva Bello).
As aulas régias compreendiam o estudo das humanidades, sendo pertencentes ao Estado e não mais restritas à Igreja - foi à primeira forma do sistema de ensino público no Brasil.  aulas isoladas. Na prática o sistema das Aulas Régias pouco alterou a realidade educacional no Brasil, tampouco se constituiu numa oferta de educação popular, ficando restrita às elites locais. Ao rei cabia a criação dessas aulas isoladas e a nomeação dos professores, que levavam quase um ano para a percepção de seus ordenados, arcando eles próprios com a sua manutenção. Azevedo (1943, p. 315).
A permanência praticamente inalterada do sistema das Aulas Régias no Brasil da virada do século XVIII para o seguinte, estendendo-se ainda durante o primeiro reinado, deveu-se à continuidade dos modelos de pensamento em nossa elite cultural. Existiu um grande descompasso entre o pretendido pelo governo monárquico – tanto o português quanto o brasileiro, após a independência – e aquilo que as condições sociais e econômicas viriam permitir, dentro de um modelo produtivo excludente, escravista e pautado numa mentalidade que contribuía para se perpetrar tal situação. (CARDOSO, 2004, p. 190).
Que continua até hoje.
Pombal quis fez reformas,  mas ocasionou um caos que continua até hoje,  ele não tinha idéia de como fazer  a escola popular provinda do pensamento de Rousseau,  mas continuou nos prédios dos Jesuítas cujo modelo continua até hoje.    
Com  vinda da Família Real, “para preparar terreno para sua estadia no Brasil D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e, sua iniciativa mais marcante em termos de mudança, a Imprensa Régia”. Segundo alguns autores o não se conseguiu  implantar um sistema educacional.
Com D. Pedro I  que declarou a Independência do Brasil e, inspirada na Constituição francesa, de cunho liberal, em 1824 é outorgada a primeira Constituição brasileira. O Art. 179 desta Lei Magna dizia que a "instrução primária e gratuita para todos os cidadãos".
Nas escolas que Pombal montara D. Pedro Em 1823, na tentativa de se suprir a falta de professores, ou do "ensino mútuo", onde um aluno treinado  baseado no decurião vindo da idéia do império romano (era um oficial de cavalaria do Exército Romano que comandava um esquadrão (turma) de aproximadamente 30 homens).
Para isto lançou  O  MÉTODO DE LANCASTER OU MÉTODO LANCASTERIANO 
Na historiografia ficou conhecido como Método de Ensino Mútuo, Método Monitorial, Método Inglês de Ensino, Método de Lancaster, Método Lancasteriano de Ensino e também como Sistema de Madras.
O quaker inglês Joseph Lancaster (1778-1838).
Os quakers são um grupos religioso surgido na Inglaterra, em 1647, como uma dissidência da Igreja Anglicana. Inspirados na crença de que Deus está presente no íntimo de cada um, os quakers não têm líderes religiosos e pregam o recolhimento e a prática da solidariedade.
"Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando" Na prática, porém, os seguidores ficaram conhecidos como quakers: o termo é derivado do verbo 'to quake' - estremecer, em inglês -, em alusão ao que ocorria com os adeptos quando tocados pelo Espírito Santo em suas reuniões. Alguns pseudos pedagogos pregam.
Um dos pilares da fé dos quakers é a crença de que Cristo está presente sempre que os "amigos" se reúnem em silêncio. Como uma das conseqüências disso, dispensa a figura de líderes ou mediadores. Idéia de ser autodidata, apreender sozinho.
"Os quakers notabilizaram-se por crer na manifestação de Deus por meio de uma voz interior. Assim, todos os crentes são considerados ministros em potencial", a ideia de que todos alunos tem potencial.
O pesquisador Douglas Nassif Cardoso, da Universidade Metodista de São Paulo. "Representam uma posição completamente diferenciada, contrários tanto ao Catolicismo quanto ao Protestantismo. Era uma terceira linha que valorizava o contato direto com Deus."
Rejeitando qualquer organização clerical, viviam em recolhimento e pregam a prática do pacifismo, da solidariedade e da filantropia. Depois a igreja católica copiou, hoje dão bolsa auxílio aos carentes, mas ainda controlam as grandes universidades como a PUC, UNISO, etc. E são uma das instituições que mais ganham dinheiro com as camadas que não podem entrar na universidade publica.
Com o objetivo de garantir sua pureza moral, também defendiam atitudes, digamos, nada moderadas: recusavam-se a pagar dízimos à igreja oficial, idéia contemplada para quem queria o ensino laico. E prestar juramento diante dos magistrados nas cortes ou a homenagear autoridades, incluindo o rei. Negavam-se ainda a prestar o serviço militar e a tomar parte nas guerras esta parte é claro que D. Pedro não gostava.
Mas era uma boa ideia para acalmar e confundir os católicos e os ideais liberalistas.
Na então colônias inglesas, mantiveram sua postura extremada, que se refletia, também no modo de se vestir. Os fiéis, por exemplo, distinguiam-se por usar longos chapéus pretos em locais fechados ou na presença de autoridades, como um meio de mostrar que não reverenciavam ninguém além de Deus. Ao longo dos anos, porém, o uso da peça se perdeu e a figura tradicional do religioso quaker ficou apenas na história, ou nas embalagens dos alimentos da empresa americana Quaker, que se inspirou na imagem, apesar de não ter relação com a crença.
"Valorizamos a simplicidade e, por isso, usamos roupas baratas, práticas e discretas. Mas participamos da cultura do século, e não há nada que chame a atenção na vestimenta de um quaker moderno em relação às outras pessoas", diz o americano Chel Avery, diretor interino do Centro de Informações Quaker, na Filadélfia.
Atualmente, os quakers concentram-se nos Estados Unidos, no Canadá e na Inglaterra, mas há comunidades em todo o mundo. No Brasil, um grupo se formou na década de 90, mas não vingou. "Reuníamos em São Paulo, mas as pessoas se mudaram e o grupo acabou", conta a americana Linnis Cook, que há 16 anos vive no Brasil e é quaker desde a década de 70. "Mas, no exterior, o movimento continua forte, com tradição em militância social", afirma ela. (Karina Fusco - Revista das Religiões).
A filosofia da simplicidade, a humildade continua nas mentiras das elites que querem este estereótipo para o professor. Muitos dizem que um sacerdócio.
O trabalho pedagógico realizado em Madras, na Índia, pelo pastor anglicano Andrew Bell (1753-1832), e com os ideais reformadores do jurista inglês Jéremy Bentham (1748-1792), autor do Panóptico.
Que é o seguinte. No final do Séc. XVIII o filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham concebeu pela primeira vez a ideia do panóptico. Para isto Bentham estudou “racionalmente”, em suas próprias palavras, o sistema penitenciário. Criou então um projeto de prisão circular, onde um observador poderia ver todos os locais onde houvesse presos. Eis o Panóptico.
Ele também observou que estes mesmos projetos de prisão poderiam ser utilizados em escolas e no trabalho, como meio de tornar mais eficiente o funcionamento daqueles locais. Alguma semelhança com  modelos estrutural de nossas escolas! É isso aí, nossa escola foi baseada em prisões.
Estabeleceu em 1798, uma escola para filhos da classe trabalhadora, também utilizando monitores para o encaminhamento das atividades pedagógicas. Todavia, Lancaster amparou seu método no ensino oral, no uso refinado e constante da repetição e, principalmente, na memorização, porque acreditava que esta inibia a preguiça, a ociosidade, e aumentava o desejo pela quietude.
Em face desta opção metodológica ele não esperava que os alunos tivessem “originalidade ou elucubração intelectual” na atividade pedagógica mas disciplinada mentalmente e fisicamente.
Em Lancaster, o principal encargo do monitor não estava na tarefa de ensinar ou de corrigir os erros, mas sim na de coordenar para que os alunos se corrigissem entre si.
Para Lancaster, os monitores eram os responsáveis pela organização geral da escola, da limpeza e, fundamentalmente, da manutenção da ordem, outra tarefa relevante do monitor lancasteriano. Diferentemente de Comênius.
Comênius defendia sua pedagogia com a máxima: "Ensinar tudo a todos" que sintetizaria os princípios e fundamentos que permitiriam ao homem colocar-se no mundo como autor.
Objetivando a aproximação do homem a Deus, seu objetivo central era tornar os homens bons cristãos - sábios no pensamento, dotados de fé, capazes de praticar ações virtuosas estendendo-se a todos: ricos, pobres, mulheres, portadores de deficiências. A didática é, ao mesmo tempo, processo e tratado: é tanto o ato de ensinar quanto a arte de ensinar.
Salientava a importância da educação formal de crianças pequenas e preconizou a criação de escolas maternais, pois teriam, desde cedo, a oportunidade de adquirir as noções elementares do que deveriam aprofundar mais tarde.
A educação deveria começar pelos sentidos, pois as experiências sensoriais obtidas por meio dos objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão.
Compreensão, retenção e práticas consistiam a base de seu método didático e, por eles se chegaria às três qualidades: erudição, virtude e religião, correspondendo às três faculdades necessárias - intelecto, vontade e memória.
Fundamentos naturais do método de Comenius: - o fim é o mesmo: sabedoria, moral e perfeição; - todos são dotados da mesma natureza humana, apesar de terem inteligências diversas; - a diversidade das inteligências é tão somente um excesso ou deficiência da harmonia natural; - o melhor momento para remediar excessos e deficiências acontece quando as inteligências são novas.
O método tem como preceitos: - tudo o que se deve saber deve ser ensinado; - qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, uso definido; - deve ensinar-se de maneira directa e clara; - ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas; - explicar primeiro os princípios gerais; - ensinar as coisas em seu devido tempo; - Foi um grande influenciador na educação moderna.
A obra de Comenius é maior paradigma do saber sobre a educação da infância e juventude, utilizando, para isso, um local privilegiado: a escola. Já a Didática Magna apresenta as características fundamentais da escola moderna: - a construção da infância moderna como forma de pedagogização dessa infância por meio da escolaridade formal (até então, as crianças eram tratadas como pequenos adultos); - uma aliança entre a família e a escola, por meio da qual a criança vai se soltando da influência da órbita familiar para a órbita escolar; - uma forma de organização da transmissão dos saberes, baseada no método de instrução simultânea, agrupando-se os alunos; e - a construção de um lugar de educador, de mestre, reservado aos adultos portadores de saberes legítimo.
Propôs um sistema articulado de ensino, reconhecendo o igual direito de todos os homens ao saber. O maior educador e pedagogo do século XVII produziram obra fecunda e sistemática, cujo principal livro é a DIDÁTICA MAGNA. São suas propostas:
A educação realista e permanente;
Método pedagógico rápido, econômico e sem fadiga;
Ensinamento a partir de experiências quotidianas;
Conhecimento de todas as ciências e de todas as artes;
Ensino unificado.
Já Lancaster defendia uma proposta disciplinar de instrução, relacionada à disciplinarização da mente, do corpo e no desenvolvimento de crenças morais próprias da sociedade disciplinar, e não na independência intelectual.
Observa-se a utilização de monitores, no método do educador morávio pressupunha uma organização para a atividade de ensino, no interior da escola, que a equiparasse à ordem vigente nas manufaturas, onde a divisão do trabalho permitia que diferentes operações, realizadas por trabalhadores distintos, se desenvolvessem de ma rigorosamente controlada. Segundo um plano prévio e intencional que as articulava, visando produzir resultados com economia de tempo, de fadiga e de recursos. (...)
Estavam sob pressupostos pedagógicos bastante diferentes entre si. Portanto, considero oportuno problematizar o discurso, consolidado e assumido por uma historiografia de larga tradição, que trata o Ensino Mútuo e o Método Lancasteriano como métodos que se identificam entre si, como iguais, como sinônimos, apesar da visibilidade dos distanciamentos teórico-metodológicos.
Dando conseqüência aos seus propósitos, o educador morávio se investiu da tarefa de procurar e encontrar um processo’ através do qual a escola, ‘uma máquina tão bem construída,  ao menos, a construir sobre bons fundamentos, seja posta em movimento’.
Para tanto, existiam  ‘impedimentos’, desde  ‘a falta de pessoas conhecedoras do método, as quais, abertas e tolas por toda a parte, possam dirigi-las de modo que produzam (...) sólido fruto’, até  ‘os pseudo-sábios, cujo coração se compraz na rotina dos velhos hábitos’.
(...)as elaborações de Coménio [também] estão penetradas pela consciência dos condicionamentos econômicos que poderiam comprometer a expansão escolar. Essa consciência se expressa de forma indireta, apenas, quando esse educador afirma a necessidade de a escola oferecer serviços que assegurem economia de tempo e de fadiga.
Para Coménio, então, tratava-se de simplificar e objetivar o trabalho didático, de tal forma que qualquer homem mediano pudesse ensinar. Até então, o mestre era uma figura cujo conhecimento ia muito além da média dos homens. Não raro o professor despontava por sua erudição. Erasmo, expoente do Humanismo e testemunha dessa época anterior, confirma esse entendimento ao exigir que o professor, além  ‘de bons costumes e de caráter meigo’, fosse ‘dotado de conhecimentos invulgares’. Esse humanista usa uma outra expressão mais significativa, ainda, para defini-lo: ‘artífice primoroso’. Mas esse tipo de exigência havia sido superado pelo tempo e representava, de fato, um impedimento à expansão dos serviços escolares especialmente se considerado o imperativo de sua universalização. Quando a escola se propôs atender a todos, precisou desvencilhar-se do professor sábio. Por esse motivo, o intróito de Didática Magna afirma, textualmente, a necessidade de  ‘investigar e descobrir o método segundo o qual os professores ensinem menos’.  Foi esta escola que D. Pedro instalou no país.

Segundo o francês Michel Foucault, iniciou-se um processo de disseminação sistemática de dispositivos disciplinares, a exemplo do panóptico.
Um conjunto de dispositivos que permitiria uma vigilância e um controle sociais cada vez mais eficientes, porém, não necessariamente com os mesmos objetivos “racionais” desejados por Bentham e muitos de seus antecessores e contemporâneos.
Dos anos 60, do Séc. XX, quando Foucault escreveu suas primeiras obras, até o início do Séc. XXI, novas tecnologias de comunicação e informação surgiram, permitindo novas formas de vigilância que por vezes se tornam tão dissimuladas que não são facilmente percebidas pelos indivíduos. Tornam-se também naturalizadas, não deixando claros todos os objetivos de quem se utiliza daquelas novas técnicas de vigilância.
Nestes novos tempos, o nosso, a vigilância também vem adquirir uma nova característica. A possibilidade de observação de todos sobre todos. Hoje é possível ao patrão ler mensagens de correio eletrônico de seu empregado, mas também existe a possibilidade de colegas lerem mensagens de colegas, maridos de esposas, pais de filhos, a partir de ferramentas gratuitas disponíveis na Internet, por exemplo.
As escolas  conseguem, a partir de celulares, câmeras digitais vigiam cada metro quadrado da escola e controlam  se a escola vai bem ou não.
Governos e crackers ( burocratas) podem, com o instrumental adequado, ter as informações das escolas de qualquer cidadão, a partir de banco de dados individuais (como SAEB, SARESP, ETC).
O panóptico se disseminou. E como afirmou enfaticamente em meados dos anos 90 outro filósofo francês, Gilles Deleuze, isso gerou a criação de uma Sociedade de Controle.

Os dois deram base para que D. Pedro efetivasse a didática e estrutura predial  que encontramos até hoje  nas escolas, são verdadeiras prisões com cara de  indústria e com sinal de industrial.
Com tempos determinados com matérias feitas em etapas, 50 minutos de matemática, 50 minutos de inglês, tudo sem uma seqüência  elas estão compartimentalizada, não tem uma seqüência, há uma ruptura. O aluno se perde seguindo a uma  ordem vigente nas manufaturas.

Agora comentarei uma nova idéia de escola baseado na citação de Gilles Deleuze que diz “A idéia”. “O que é ter uma idéia?”.  Que diz: “A idéia no sentido em que a usamos, pois não se trata mais de Platão, atravessa todas as atividades criadoras”.
Criar é ter uma idéia.
É muito difícil ter uma idéia. Há pessoas extremamente interessantes que passaram a vida inteira sem ter uma idéia.
Pode-se ter uma idéia em qualquer área. Não sei onde não se deve ter idéias. Mas é raro ter uma idéia. Não acontecem todos os dias. Um pintor tem tantas idéias quanto um filósofo, mas não é o mesmo tipo de idéias. Pensando nas diferentes atividades humanas, seria bom saber: sob que forma se apresenta uma idéia em determinados casos?
Em filosofia, acabamos de ver isso. A idéia em filosofia se apresente na forma de conceitos. Há uma criação de conceitos e não uma descoberta. Conceitos não se descobrem, são criados. Há tanta criação em uma filosofia quanto em um quadro ou uma obra musical. Fico impressionado com os diretores de cinema. Há muitos diretores que nunca tiveram uma idéia. As idéias são umas obsessões: elas vão e voltam, se afastam, tomam formas diversas e, através destas formas variadas, elas são reconhecíveis. Para dar um exemplo muito simples, penso em um diretor como Vicent Minnelli.
A obra dele não cobre tudo, mas peguei esse exemplo por ser mais fácil. Parece-me que ele é uma pessoa que se pergunta o que quer dizer "as pessoas sonham". Dizer que as pessoas sonham é uma banalidade. As pessoas sonham, sim, mas Minneli faz uma pergunta muito estranha que lhe é muito particular: o que quer dizer estar preso no sonho de alguém? Passa pela tragédia, pela comédia, pelo abominável etc.
O que quer dizer estar preso no sonho de uma menina? Podem aparecer coisas terríveis por ser prisioneiro do sonho de alguém. Pode ser um horror. Às vezes, Minnelli nos traz um sonho: o que é estar preso no pesadelo da guerra?
E o resultado foi admirável: "Os Cavaleiros do Apocalipse". E ele não vê a guerra como guerra, do contrário, não seria Minnelli e, sim, como um grande pesadelo.
O que quer dizer estar preso num pesadelo? Estar preso no sonho de uma menina resulta nos famosos musicais, em Fred Astaire ou Gene Kelly, não sabe ao certo, escapam das tigresas e panteras negras.
Isso é estar no sonho de alguém. É uma coisa gigantesca. Eu diria que isso é uma idéia. No entanto, não é um conceito. Se Minnelli trabalhasse com conceitos, ele faria filosofia e não cinema. Eu diria que é preciso distinguir três dimensões; três coisas tão poderosas que se misturam o tempo todo. E este é o meu trabalho futuro. É isso que eu gostaria de fazer e tentar entender melhor isto. Há os conceitos que são a invenção da filosofia e há o que podemos chamar de "perceptos". Os "perceptos" fazem parte do mundo da arte.
O que são os perceptos? O artista é uma pessoa que cria perceptos. Por que usar essa palavra estranha em vez de percepção. Porque perceptos não são percepções. O que é que busca um homem de letras, um escritor ou um romancista? Acho que ele quer poder construir conjuntos de percepções e sensações que vão além daqueles que as sentem. O perceptos é isso. É um conjunto de sensações e percepções que vai além daquele que a sente.
Vou dar alguns exemplos. Há páginas de Tolstoi que descrevem o que um pintor mal saberia descrever. Ou páginas de Tchekov que, de outra maneira, descrevem o calor da estepe.
Há um grande complexo de sensações, pois há sensações visuais, auditivas e quase gustativas. Alguma coisa entra na boca. Eles tentam dar a esse complexo de sensações uma independência radical em relação àquele que as sentiu. Tolstoi também descreve atmosferas.
As grandes páginas de Faulkner! Os grandes romancistas conseguem chegar a isso. Há um grande romancista americano que quase disse isso. Ele não é muito conhecido na França e gosto muito dele. Thomas Wolfe. Ele descreve o seguinte: "alguém sai de manhã, sente o ar fresco, o cheiro de alguma coisa, de pão torrado etc., um passarinho passa voando..." Há um complexo de sensações. O que acontece quando morre aquele que sentiu tudo isso? Ou quando ele faz outra coisa, o que acontece? Isso me parece a questão da arte. A arte dá uma resposta pra isso: dar uma duração ou uma eternidade a este complexo de sensações que não mais é visto como sentido por alguém ou que será sentido por um personagem de romance, ou seja, um personagem fictício. É isso que vai gerar a ficção. E o que faz um pintor? Ele faz só isso também. Ele dá consistência aos “perceptos.”.
Nós  precisamos de um modelo de  escola de perceptos que tentarei esboçar avante!!!

Também vou recorrer a mitologia oriental em especial persa.
A mitologia de Zaratustra que foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo  que diz o seguinte:
Há muito tempo, nas estepes a perder de vista da Ásia Central perto do Mar de Aral, havia uma pequena vila de casas de barro, onde vivia a clã Spitama. Um dia, no sexto dia da primavera, um menino nasceu naquela família.  Filha de Dugdav ela tinha um a halo em seu rosto, os ignorantes chamados de karapans, estranharam e acusaram ela de bruxa. Foi levada a uma fogueira, entrou e sai ilesa, semanas depois doenças surgiram, cavalos morrem e outros catástrofes e expulsaram de sua aldeia.
Ao chegar na floresta apareceu um cavalo com asas e levou a aldeia dos clãs  spitama.
A sua mãe e seu pai Pourushaspa decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra. Ao nascer, Zaratustra não chorou, pelo contrário, riu sonoramente. As parteiras, vendo aquilo, admiraram-se, pois nunca tinha visto um bebê rir ao nascer.
Na vila havia um sacerdote que percebeu que aquele menino viria a ser um revolucionário do pensamento humano e o que enfraqueceria o poder dos "donos" das religiões.
Ele então decidiu tomar providências e procurou  o pai Pourushaspa, com a seguinte conversa: “Pourushaspa Spitama, vim avisar-lhe”. Seu filho é um mau sinal para a nossa vila porque riu ao nascer, ele tem um demônio.
Mate-o ou os deuses destruirão seus cavalos e plantações. Onde já se viu rir ao nascer nesse mundo triste e escuro! Os deuses estão furiosos!".
Pourushaspa, pai de Zaratustra, não queria ferir seu filho, mas o sacerdote insistiu e impôs uma prova.
Na manhã seguinte Pourushaspa fez uma grande fogueira, e à frente de todos colocou Zaratustra no meio do fogo, mas ele não sofreu dano algum. O sacerdote ficou confuso.
Zaratustra foi levado então para um vale estreito e colocado no caminho de uma boiada de mil cabeças de gado, para ser pisoteado. O primeiro boi da boiada percebeu o menino e ficou parado sobre ele, protegendo-o, enquanto o resto passava ao lado e o bebê não sofreu um só arranhão. O sacerdote logo arquitetou outro plano.
O menino Zaratustra foi colocado na toca de uma loba que, ao invés de devorá-lo, cuidou dele até que Dugdav, sua mãe, viesse buscá-lo. Diante de tantos prodígios o sacerdote ficou envergonhado e mudou-se da vila.
Ao crescer, Zaratustra peramburalava pelas estepes indagando-se: "Quem fez o sol e as estrelas do céu? Quem criou as águas e as plantas? E quem faz a lua crescer e minguar? Quem implantou nas pessoas a sua natural bondade e justiça?".
Um dia Zaratustra estava meditando às margens de um rio quando um ser estranho lhe apareceu. Tinha uma  beleza  um  brilho. Zaratustra perguntou-lhe quem era ele, ao que teve como resposta: "Sou Vohu Mano, "Bom Pensamento”, Boa Mente. Vim lhe buscar". E tomou-lhe a mão, e o levou para um lugar muito bonito, onde sete outros seres os esperavam.
A Boa Mente disse-lhe então: "Zaratustra, se você quiser pode encontrar em você mesmo todas as respostas que tanto busca, e também questões mais interessantes ainda.  Vá Ahura Mazda que significa Senhor Sábio, a quem se credita o papel de criador e guia absoluto do universo, que tudo cria e sustenta, assim escolheu partilhar a sua divindade com os seres que cria. Agora, sabendo disso, você pode anunciar essa mensagem libertadora a todas as pessoas.”.

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